A tia veio cá ontem ao final da tarde ver o João, telefonou para o hospital - para falar com a colega que estava na pediatria - e, depois de uma curta conversa, mandou-nos para as urgências. Suspeitavam de papeira ou mononucleose (doença do beijo), mas era preciso fazer análises para confirmar.
Lá fui eu com o meu menino... Entreguei a carta que a minha cunhada me tinha dado na triagem e depois foi muito rápido. A médica consultou-o e o diagnóstico pendia mais para a mononucleose. Pediu análises e aí é que foi... O João, já de braço estendido, começou a chorar assim que viu a agulha. Quando lha espetaram, contraiu o braço com tanta força e gritou tanto que foi um filme para lhe apanhar a veia e a fazer a colheita. Mesmo depois de terem conseguido e terem retirado a agulha, chorou e gritou durante um grande bocado. Acabou por acalmar ao meu colo e depois adormeceu nos bancos da sala de espera para onde nos tinham mandado esperar pelos resultados.
Pouco mais de uma hora depois chamaram-no. Análise à mononucleose negativa, mas com valores hepáticos muito alterados -
um dos possíveis sintomas da mononucleose, a par dos gânglios posteriores do pescoço do tamanho de bolas de golf. Explicou-me a médica que o teste ao vírus pode dar negativo e que só costuma ser positivo 5 a 10 dias depois do início dos sintomas. Veio para casa com indicação para fazer Brufen e Ben-u-ron, muito repouso -
não pode mesmo andar a correr e a saltar por causa do fígado... -, muita água, para estarmos atentos e se houver alguma alteração voltar com ele às urgências. Daqui a uma semana terá que repetir as análises.
Tivemos uma noite dos infernos, com ele a delirar e com pesadelos e eu com uma pilha de nervos tão grande que tive tonturas a noite toda. Acordou cheio de febre, não comeu nada e está deitado no sofá a ver televisão. Vamos estar pelo menos uma semana de "quarentena" que o bicho é altamente contagioso -
vamos a ver se a Rita se safa desta bicheza...