segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Verdade universal

Pergunta o João:
- Mãe, como é que apareceu o Universo?
Responde a Rita por mim:
- Eu sei!!!
- Ai sabes? Então diz lá como é que foi.
- Foi o pai que construiu!

domingo, 18 de janeiro de 2015

Estou tão f*

Contextualizando, o meu mais velho agora deu-lhe para ver o Cartoon Network (adora o Gumball, personagem que eu desconhecia até à semana passada) e claro que a do meio também gosta de ver. Ambos sabem que eu não gosto que eles vejam o dito canal (sim, sou velha do Restelo e acho que é parvoíce e violência a mais para cabecinhas tão pequeninas).

Estavam eles a ver o CN e eu a ver que eles estavam a ver o CN e diz-me a Rita, sem eu ter perguntado nada:
- Mãe, isto não é o "cartón netvort". Não é, a sério! Vá, agora sai daqui.

Se isto é assim com quatro anos, nem quero imaginar a adolescência desta miúda. M-e-d-o!

domingo, 11 de janeiro de 2015

Nós por cá

Voltei para casa dia 24 e não tem sido fácil manter aqui o estaminé actualizado. Ao final da tarde do dia de Natal o João começou com febre e, desde então, tem sido um corrupio de idas às urgências e à pediatra. Da febre do João - sem outros sintomas - passámos para o Pedro com ranho, tosse e febre também. Como aparentemente estavam os dois melhores, ainda arriscámos uma ida ao Porto, onde iríamos passar três dias, no dia 28, mas fomos e voltámos no mesmo dia. Dei entrada nas urgências com o Pedro com uma tosse estridulosa, fez adrenalina e aerossóis e veio para casa com indicação para fazer uma medicação que me pareceu estranha - ou desadequada, mesmo. Não sou médica, mas achei que não foi bem observado e diagnosticado e no dia seguinte levei-o a uma consulta de urgência com a pediatra deles. Além da tosse estava já com uma otite bilateral e a medicação foi toda alterada. Entretanto, foi o pai às urgências com uma bela amigdalite. Oito dias depois do Pedro ter começado a fazer o Clamoxyl fez um pico de febre de 40º. Além disso continuava com muita tosse e muito ranhoso. Voei com ele outra vez para as urgências (para ser visto pela pediatra deles outra vez). A otite já estava curada, mas estava também ele com uma amigdalite - mais dez dias de antibiótico, desta vez o Clavamox. Conversa puxa conversa, a médica perguntou-me se me estava a sentir bem e vai de me examinar também. Mais uma amigdalite, que eu também sou gente. Parece uma piada, mas não é. No dia seguinte, o João acordou queixoso e, quando olhei para ele, estava com os gânglios do pescoço do tamanho de bolas de golf. Por acaso tinha marcada uma consulta na pediatra para a tarde (que marquei porque achava que o Pedro não estava melhor, mas como fez o febrão, acabei por ir ter com ela de véspera). Já sabia que com os gânglios assim lhe fariam análises e, assim sendo, agarrei nele e fomos para as urgências do hospital distrital. Fizeram-lhe as ditas análises e foi, mais uma vez, mal avaliado, sendo que, inclusivamente, me disseram que podia ir à escola sem problema nenhum que devia ser só uma virose. Eu olhava para ele e só de ver os gânglios assim e de lhe sentir o mau hálito só pensava na mononucleose que ele teve há três anos. Mas, como lhe tinham feito as análises, confiei. Mas só parcialmente e claro que não foi à escola. Ao final da tarde fui com ele e com as análises à pediatra. Ora, as análises já tinham indicadores hepáticos alterados e, além dos gânglios do pescoço, também já tinha os dos sovacos e das virilhas salientes e o fígado palpável. Mononucleose. Outra vez. Não pode ir à escola até dia 15, dia em que irá repetir as análises. Depois disso, e se se mantiver bem, pode voltar à escola, mas nada de corridas, nem saltos, nem jogar à bola, nem avarias do género. Repito, parece uma piada, mas não é. Até agora vai-se safando a Rita.

Eu nem tive tempo para respirar e recuperar do tratamento nem dos longos dez dias que passei longe de casa e dos meus filhos. Tento focar a pouca energia que me resta pensando que enquanto forem "só" otites, amigdalites e mesmo mononucleose, estamos nós bem. O único efeito secundário que tive com o tratamento foi a alteração do paladar. A comida não me sabe bem - mas como na mesma :) De resto, cá ando. Ainda noto uma rigidez na zona da cirurgia, que apareceu na ecografia que me fizeram no IPO e que é normal. Principalmente porque o meu corpo não se dá bem com pontos e isso também não facilita a cicatrização. E como massagens na zona só as posso fazer do lado de fora, tenho que me aguentar à pastilha. Também ando às voltas com a dosagem da Levotiroxina (a hormona que terei que fazer o resto da vida). Quando fazia os 150 andava a 1000, não dormia, tinha palpitações, andava ansiosa e tal e tal. Reduziram-me a dose para 125, mas agora sinto-me sempre cansada e sonolenta. Ainda não consegui perceber se será da dosagem ou da lufa-lufa em que ando desde que voltei para casa e da amigdalite que tive como brinde.

Entretanto está na altura de me virar para os quistos que tenho nas mamas e amanhã é dia de ecografia e mamografia. Já passaram os três meses depois de ter parado de amamentar e já as posso fazer. Antes de ir para o IPO tinha feito a ecografia ginecológica e estava tudo bem.

E é isto. Parece uma casa de doidos e quase me atrevo a dizer que é mesmo. Melhores dias virão.