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terça-feira, 10 de julho de 2012

Um dia a tenda vem abaixo

Pois que ganhei coragem e fomos mesmo acampar com os miúdos. Era costume andar nestas andanças quando era solteira e boa rapariga, mas isto de acampar com crianças tem muito que se lhe diga. Ainda bem que escrevo este post já a algumas horas de distância do primeiro impacto ou acho que muita gente não se ia aventurar nestas loucuras. Confesso que, nas primeiras 24 horas, ia enlouquecendo e faltou muito pouco para arrumar as tralhas e vir tudo a reboque para casa.
Começou logo na viagem. A Rita não é uma menina fácil para andar de carro... A meio caminho já eu bufava e não sabia mais o que fazer para a entreter - conseguir que ela durma no carro é uma missão quase impossível e só o faz quando está mesmo mesmo de rastos. Estivemos quase a desistir de ir para Odeceixe e ficar logo por Porto Covo por causa dela.

Acabámos por almoçar em Porto Covo e demos uma vista de olhos pelos dois parques de campismo que lá há. Não me agradaram, sinceramente... Voltámos à estrada e eles acabaram por adormecer os dois. Passámos por um parque a seguir a Porto Covo que me ficou debaixo de olho, mas seguimos para o nosso destino: o camping de São Miguel, em Odeceixe.
O parque é espectacular, tem excelentes condições, piscina, super-mercado, restaurante, parque infantil, boas sombras, boas casas de banho e cuidado com a limpeza. E fica a pouca distância de carro de montes de praias giras. Nós fomos à Praia de Odeceixe e à do Carvalhal - fiquei fã desta última. Num dos dias, em desespero de causa para que eles dormissem a sesta, fomos até Aljezur e alegrei as vistas só a olhar de longe para as praias que tanto gosto naquela zona - Monte Clérigo e Arrifana.
No dia em que chegámos o demo enfiou-se-lhes pelos corpos dentro e foi a loucura. Tentámos manter a rotina da noite, levei o IPad, viram o Ruca, lemos a história da noite, cantámos o Vitinho, aconchegámo-los e depois começou o fandango (agora, confesso, dá-me vontade de rir!). Juro que não sei como a tenda não caiu! Juro que eles estavam exaustos da viagem e do montar a tenda e tudo e tudo. Acreditei mesmo que eles iam adormecer bem e depressa - pois, pois! Pinotes, cambalhotas, cuzadas para aqui, empurrões para acolá, risota, guinchinhos histéricos e parvoeira com fartura. Eles partilham o quarto, mas nunca tinham partilhado a cama. Em desespero de causa, tive que me ir deitar no meio deles. Assim que perderam o "contacto" um com o outro, o João adormeceu numa fracção de segundo. A Rita demorou mais um pouco, mas lá adormeceu.
A alvorada foi às 7h15 - a mesma hora de casa - e o dia correu dentro da normalidade, com laivos de histerismo e loucura à mistura. Fomos à praia, passeámos, fomos à piscina e depois... fomos a banhos. Não sei para quê, já que 1 minuto depois da banhoca, mais coisa menos coisa, estavam os dois todos javardos, de cara, cabelo, mãos, pernas e pés pretas - literalmente. Acho que só as partes do corpo cobertas pela roupa ficavam mais ou menos limpinhas.

Depois de ter percebido e interiorizado que isto do campismo é mesmo assim e que não ia haver água, sabão ou dodot que me valesse lá consegui descontrair e aceitar vê-los na real javardice - e as unhas, senhores, as unhas!
Nos banhos, para ser mais prático e rápido íamos os 4 para os balneários dos homens para lhes dar banho - não vi pilinhas alheias. O papá dava-lhes o banho - duche - e eu secava-os e vestia-os. Rápido e eficaz.
O São Pedro podia ter sido mais amiguinho... as noites foram frias como o raio e os dias também podiam ter sido melhores - muito, muito vento! Mas deu para aproveitar e ver aqueles sorrisos branquinhos no meio das caras mascarradas valeu por tudo.
...
Nem imaginam como dormi bem esta noite, mesmo com o percalço da cabeça partida... Minha rica cama! :)

B de Badoca

(ou de banhada)
Vou começar a partilhar a nossa aventura pelo final. Aproveitámos a viagem de regresso do campismo para ir ao Badoca. Ainda bem que os bilhetes foram oferecidos pelo BPI ou ia passar uns bons tempos a chorar o meu rico dinheirinho. Não gostei particularmente de nada para além do safari. A Ilha dos Macacos então é vergonhosa e naquelas condições mais valia que fechassem o acesso - são muito poucos, mal se vêem e estão em condições muito mal amanhadas.
A quem lá for recomendo que levem comida de casa - nós passámos o dia a "sandochas", sumos e bolachas - porque até o restaurante self-service, que devia ser mais acessível, é para lá de caro! Um abuso dos grandes!
Valeu pelo passeio e pela alegria dos miúdos que é sempre contagiante. Ah! E valeu também pela bicada que levei na coxa de um belo exemplar macho de avetruz - foi a risota do dia!

Até tinha...

... coisas giras para contar. Fomos acampar 4 dias e ontem fomos ao Badoca.

Mas, ontem à noite, já em casa, o João partiu a cabeça :(
Estava aos saltos feito tontinho e bateu com o sobrolho na esquina de um armário... Fomos com ele ao hospital e na triagem disseram que teria que levar pontos. Ficámos à espera que fosse visto por um cirurgião que acabou por lhe "colar" o sobrolho com uma fita cola XPTO e vamos a ver se a coisa fica bem assim. Não pode molhar a cabeça durante 5 dias e hoje não foi à escolinha - era dia de praia... Nos restantes dias só vai para ensaiar para a festa de fim-de-ano que será no Sábado. Foi muito corajoso e portou-se que nem um valentão!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A pergunta da praxe

Saímos de casa há 10 minutos e o João pergunta:
- Ainda falta muito?

Vão ser três horas de viagem. E aposto que esta pergunta se vai repetir de 10 em 10 minutos. Até o papá e eu mandarmos um berro ou fazermos um voto de silêncio.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Conversa daquilo que a gente sabe

(do desfralde e da grande falta de vontade que tenho em iniciar este processo)

Com o João a coisa correu bem. Esperámos pela altura "certa", em que ele já identificava o xixi e o cocó e se sentia desconfortável com a fralda suja, e a coisa coisa deu-se sem stress e sem grandes percalços. No belo dia em que ele se quis sentar no penico fez logo um xixi ou um cocó - já não me lembro - e daí para a frente nunca mais lhe pus a fralda  - só à noite.

Com a Rita já tive alguns sinais, mas cheira-me que a miúda vai ser mais difícil que o irmão. Há uns tempos tivemos um cocó no penico, mas depois desinteressou-se e passou a olhar para o dito cujo como se fosse um brinquedo. Começou a achar mais graça ao redutor - deve sentir-se mais importante lá no alto do trono - e a ideia dela era gastar-me km de papel higiénico sem ter feito nada, para limpar o pipi. Acabou-se o papel e começaram as birras por causa do papel.

Hoje foi atrás de mim para a casa de banho, contemplou-me durante alguns minutos - tenho uma vaga ideia da existência do conceito de privacidade -, disse "cocó", tirou os calções e a fralda e, como o "trono" estava ocupado, sentou-se no penico. Nada. Quando saí da casa de banho, ela veio atrás de mim de rabo ao léu e trouxe o penico. Quando dei por ela, poucos minutos depois, estava a pôr papel higiénico lá dentro e, já eu me preparava para ralhar, quando reparei que o papel - e as mãos dela... - estava molhado. Dentro do penico estava um belo e grande xixi.  Em vez de ralhar por causa das mãos sujas fiz uma grande festa e levei-a ao bidé para lavar as mãos.

Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Praia

Na segunda-feira o João foi à praia com os colegas da escolinha - e a Rita e eu aproveitámos para ir também. Foi divertido e acabei por lhes dar uma ajuda, claro - que isto de ir com 19 miúdos para a praia é dose.

O João já não voltou para o jardim-de-infância e acabámos por almoçar numa esplanada - o papá foi lá ter connosco. A próxima ida será na próxima terça-feira, mas ainda não sei se estaremos cá.

Eu sei que o "normal" é os infantários irem uma semana ou duas à praia, mas aqui vivemos praticamente na praia e não se justifica - pelo menos na minha opinião. Além disso, como a maioria dos pais não querem pagar o transporte em autocarros privados, as IPSS ficam dependentes da disponibilidade do autocarro da Câmara Municipal - que tem que dar resposta a mais não sei quantos jardins de infância na mesma quinzena.
...
Entretanto já encontrei o bolo ideal para o aniversário da Rita, mas ainda não o testei - se calhar é hoje que o testo, para não ter surpresas desagradáveis no próprio dia. Parece simples e fica muito giro.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Da coerência

Nada como começar a manhã a gritar a dizer muito alto: "não quero ouvir mais gritos nesta casa"!