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domingo, 11 de janeiro de 2015

Nós por cá

Voltei para casa dia 24 e não tem sido fácil manter aqui o estaminé actualizado. Ao final da tarde do dia de Natal o João começou com febre e, desde então, tem sido um corrupio de idas às urgências e à pediatra. Da febre do João - sem outros sintomas - passámos para o Pedro com ranho, tosse e febre também. Como aparentemente estavam os dois melhores, ainda arriscámos uma ida ao Porto, onde iríamos passar três dias, no dia 28, mas fomos e voltámos no mesmo dia. Dei entrada nas urgências com o Pedro com uma tosse estridulosa, fez adrenalina e aerossóis e veio para casa com indicação para fazer uma medicação que me pareceu estranha - ou desadequada, mesmo. Não sou médica, mas achei que não foi bem observado e diagnosticado e no dia seguinte levei-o a uma consulta de urgência com a pediatra deles. Além da tosse estava já com uma otite bilateral e a medicação foi toda alterada. Entretanto, foi o pai às urgências com uma bela amigdalite. Oito dias depois do Pedro ter começado a fazer o Clamoxyl fez um pico de febre de 40º. Além disso continuava com muita tosse e muito ranhoso. Voei com ele outra vez para as urgências (para ser visto pela pediatra deles outra vez). A otite já estava curada, mas estava também ele com uma amigdalite - mais dez dias de antibiótico, desta vez o Clavamox. Conversa puxa conversa, a médica perguntou-me se me estava a sentir bem e vai de me examinar também. Mais uma amigdalite, que eu também sou gente. Parece uma piada, mas não é. No dia seguinte, o João acordou queixoso e, quando olhei para ele, estava com os gânglios do pescoço do tamanho de bolas de golf. Por acaso tinha marcada uma consulta na pediatra para a tarde (que marquei porque achava que o Pedro não estava melhor, mas como fez o febrão, acabei por ir ter com ela de véspera). Já sabia que com os gânglios assim lhe fariam análises e, assim sendo, agarrei nele e fomos para as urgências do hospital distrital. Fizeram-lhe as ditas análises e foi, mais uma vez, mal avaliado, sendo que, inclusivamente, me disseram que podia ir à escola sem problema nenhum que devia ser só uma virose. Eu olhava para ele e só de ver os gânglios assim e de lhe sentir o mau hálito só pensava na mononucleose que ele teve há três anos. Mas, como lhe tinham feito as análises, confiei. Mas só parcialmente e claro que não foi à escola. Ao final da tarde fui com ele e com as análises à pediatra. Ora, as análises já tinham indicadores hepáticos alterados e, além dos gânglios do pescoço, também já tinha os dos sovacos e das virilhas salientes e o fígado palpável. Mononucleose. Outra vez. Não pode ir à escola até dia 15, dia em que irá repetir as análises. Depois disso, e se se mantiver bem, pode voltar à escola, mas nada de corridas, nem saltos, nem jogar à bola, nem avarias do género. Repito, parece uma piada, mas não é. Até agora vai-se safando a Rita.

Eu nem tive tempo para respirar e recuperar do tratamento nem dos longos dez dias que passei longe de casa e dos meus filhos. Tento focar a pouca energia que me resta pensando que enquanto forem "só" otites, amigdalites e mesmo mononucleose, estamos nós bem. O único efeito secundário que tive com o tratamento foi a alteração do paladar. A comida não me sabe bem - mas como na mesma :) De resto, cá ando. Ainda noto uma rigidez na zona da cirurgia, que apareceu na ecografia que me fizeram no IPO e que é normal. Principalmente porque o meu corpo não se dá bem com pontos e isso também não facilita a cicatrização. E como massagens na zona só as posso fazer do lado de fora, tenho que me aguentar à pastilha. Também ando às voltas com a dosagem da Levotiroxina (a hormona que terei que fazer o resto da vida). Quando fazia os 150 andava a 1000, não dormia, tinha palpitações, andava ansiosa e tal e tal. Reduziram-me a dose para 125, mas agora sinto-me sempre cansada e sonolenta. Ainda não consegui perceber se será da dosagem ou da lufa-lufa em que ando desde que voltei para casa e da amigdalite que tive como brinde.

Entretanto está na altura de me virar para os quistos que tenho nas mamas e amanhã é dia de ecografia e mamografia. Já passaram os três meses depois de ter parado de amamentar e já as posso fazer. Antes de ir para o IPO tinha feito a ecografia ginecológica e estava tudo bem.

E é isto. Parece uma casa de doidos e quase me atrevo a dizer que é mesmo. Melhores dias virão.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Ecografias

Ontem o João e a Rita foram fazer as ecografias aos rins e à bexiga e está tudo bem. Parece que só ao Pedro é que saiu a "lotaria". Na próxima semana já vai fazer a cintigrafia renal para ver como estão a funcionar os rins.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Respirar fundo

A ecografia à cabeça do Pedro não revela alterações, está tudo normal. Não consigo pôr em palavras o peso que me saiu de cima.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Ecografia

O Pedro fez hoje a eco renal que não mostrou alterações, felizmente!

A bactéria ainda não foi identificada mas já sabem que é Gram negativa.

Ele está a melhorar e está sem febre há 36h.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

37 semanas

Missão cumprida! Já temos, oficialmente, um bebé de termo!

Logo pela manhã, depois de deixar a Rita em casa dos avós e o João no jardim-de-infância, fui ter com a minha GO à maternidade para fazermos o ponto de situação. O líquido continua dentro do desejável e a fluxometria do cordão estava melhor que na ecografia da semana passada. Pudemos ver muito bons indicadores do bem estar do Pedro: estava a treinar os pulmões, a chuchar na língua e com excelente vitalidade.

A questão do cordão à volta do pescoço implica apenas que o trabalho de parto tenha de ser todo monitorizado (CTG); segundo a médica, cerca de 40% dos partos que fez foram de bebés com circulares e correram bem - é mesmo só uma questão de controlar.

O colo do útero está mole e tenho um dedo de dilatação. Não me fez nenhum toque a doer para a "coisa" aguentar mais uns tempos mas, segundo ela, se quiséssemos, já estou com as condições ideais para a indução. Volto lá na próxima quarta-feira de manhã e logo vemos se é para ficar ou se esperamos mais uma semana - tudo depende do líquido e da fluxometria.

Entretanto, o repouso passa a ser moderado, mas sem abusos, para o líquido se manter nos níveis normais.

Confesso que ainda não tinha tido aquela vontade de ter o Pedro cá fora, no colo... mas depois de ter visto a carinha dele hoje e vê-lo a chuchar na língua... deu-me assim uma vontade doida de o conhecer ao vivo e a cores, de lhe sentir o cheiro e de lhe tocar... Até lá, vou aproveitando os últimos dias de barriguinha que isto passa a voar.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Ecografia: 36 semanas

Finalmente chegou o dia da eco para avaliar se o repouso estava ou não a ter o efeito pretendido. Fui o caminho todo com um nó no estômago e só queria ouvir boas notícias. E assim foi! O Pedro voltou ao P50 de peso (que está agora estimado em 2,842 kg) e o líquido também aumentou ligeiramente (P25).

As únicas coisas menos boas foram a fluxometria umbilical estar um pouco aumentada (P75) e... o raio do cordão estar à volta do pescoço do miúdo ("imagem sugestiva de circular cervical única")... A médica tranquilizou-nos e disse que não é nada de preocupante, apenas convém que a minha médica assistente tenha conhecimento porque pode influenciar a tomada de decisões no decorrer do trabalho de parto, caso se note alguma alteração no CTG.

O resto está tudo óptimo e até a placenta continua de grau I e sem calcificações.

Recomendou que mantenha o repouso, pelo menos mais uma semana, para "não estragar o que conseguimos até agora".

Entretanto, já tinha indicações da minha GO para parar hoje o magnésio porque "agora queremos é que as contrações venham". Na próxima quarta começamos a "peregrinação" semanal à maternidade até ao dia P - e falta tão pouco que parece mentira... estou tão in love com a barriguita que, se por um lado já estou a ficar curiosa para ver a carinha do Pedro, pelo outro já estou nostálgica porque passou tudo tão depressa...
...
Logo às 8h fui fazer análises ao hospital distrital e na segunda feira tenho consulta de imunohemoterapia - também já tenho os resultados das análises XPTO que a maluca da hematologista me mandou fazer e têm algumas alterações; tanto a GO como a médica de família disseram que não parecem ser significativas, mas não é a especialidade delas...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Mais do mesmo

Fui hoje fazer a ecografia do terceiro trimestre (32 semanas) e, para não variar e tal como nas gravidezes anteriores, saí de lá com ordens para fazer repouso absoluto. Além do líquido amniótico ser pouco abundante e estar no percentil 5, o perímetro abdominal (indicador da "engorda") do Pedro baixou do P50 para o P10. Estes dados, juntamente com o colo do útero mole e o miúdo encaixado, não são nada bons e há que prevenir ao máximo um parto prematuro. Pelos vistos o meu corpinho, que só sabe criar "meia lecas" de gente, absorve todos os nutrientes em vez de os distribuir pelos dois. A única forma de equilibrar a balança é diminuindo o meu "consumo" de energia e daí o repouso ser fundamental. Assim sendo, acabou-se o repouso moderado e passamos ao deitada/sentada o dia todo. Por vontade da médica só me devia levantar para ir à WC e para tomar banho... Enfim, tem que ser e assim será. Daqui a 4 semanas fazemos nova ecografia para reavaliar.

De resto está tudo bem! O miúdo é magro, mas é comprido - tal como os irmãos. A placenta é anterior alta de Grau I, a fluxometria umbilical apresenta valores normais e ele está em posição cefálica. Todos os outros indicadores estão dentro da média e o peso estimado é de 1,722 kg (que, segundo a médica, deve ser mais baixo por causa da questão do perímetro abdominal).

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ecografia morfológica

Chegámos hoje às 21 semanas e foi dia de eco morfológica. Logo de manhã bem cedo, rumámos a Lisboa para a fazer no sítio do costume e, desta vez, levámos o João e a Rita para verem o mano.

As medidas estão todas óptimas, temos um bebé no percentil 50 (biometria fetal), com tudo em ordem e cheio de vitalidade. Como estava de frente e a médica não lhe conseguia apanhar a coluna, ainda tivemos que ir dar uma volta e repetir mais tarde. Entretanto já se tinha posto a jeito e conseguimos boas imagens da coluna toda. Tem um peso estimado de 372 gr. A placenta é anterior alta (grau I), o líquido amniótico estava com valores normais (e espero que assim se mantenha) e o cordão tem 3 vasos.

Saí de lá com o coração mais leve e muito feliz. A Rita não ligou patavina a coisa nenhuma e o João achou alguma piada e ia fazendo perguntas. O mai' novo continua sem nome...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Pilocas!

Vamos ter um menino, sem sombra de dúvida :)
Estava difícil de confirmar com a sonda normal porque ele está sentado, mas com a vaginal viu-se logo. Estava feliz da vida a chuchar sofregamente no polegar... Confesso que fiquei emocionada (muito, mesmo...). Esta gravidez tem sido tranquila, mas emocionalmente tem sido, para mim, uma montanha russa... Agora é começar a pensar em nomes.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Consulta

Hoje foi dia de consulta com a GO. Tudo nos trinques e ainda deu para espreitar o mai' novo que estava a exercitar as pernocas. Ela ainda tentou ver o sexo, mas a definição do ecógrafo deixa muito a desejar. Ainda assim, disse-me para ir ter com ela ao hospital na quarta-feira para fazer o rastreio do segundo trimestre e para fazer um hemograma e aproveitamos para espreitar outra vez - não sei quem é que está mais curiosa, se ela, se eu :)

Disse-me para tomar o Atarax para as alergias e para fazer o Miflonide sem problemas. Segundo ela, é mais perigoso sujeitar o bebé a baixas de oxigénio (tenho crises de tosse que me impedem de respirar convenientemente) do que fazer o corticóide localizado. Assim já fico mais tranquila...

Para os intestinos... muita água! Até dói... não bebo mais do que 1 litro, por norma, mas tenho que beber... enfim... tem que ser!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Consulta

(post escrito em 22/11/2012)

Hoje foi dia de consulta com a minha ginecologista. Já tinha feito as análises na semana passada e estou com anemia - grande novidade... Já me mandou tomar 2 ampolas de ferro por dia, para ver se a coisa não descamba muito. De resto tudo bem, a tensão estava óptima e o peso ainda melhor.

Confesso que ia um bocado em pânico e, enquanto ela fazia as perguntas e avaliação da praxe, eu só pensava se não seria melhor fazer a eco para confirmar que estava tudo bem e depois preencher a ficha e o livrinho verde... A verdade é que está mesmo tudo bem e, apesar do ecografo não ser dos melhores, conseguimos ver o bebé perfeitamente. Tinha a cara virada para nós e depois de uns abanicos simpáticos começou a mexer-se e a esticar-se todo. Fiquei feliz e mais tranquila, mas acho que aliviada só vou ficar na próxima quarta-feira - dia em que farei a eco do primeiro trismestre.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

7 semanas

Post escrito a 25/10/2012
Ontem foi dia de ir ter com a minha OB ao hospital para fazer a eco, confirmar (ou não) a gravidez e determinar o tempo aproximado de gestação. Lá estava o nosso bebé, já crescidote, com 1 cm e um coraçãozinho a piscar - e que pudemos ouvir - com força. Ficou combinado voltar lá no dia 7/11 para repetir e só depois pasamos às consultas, análises e eco do primeiro trimestre.

Como tenho tido muitos enjoos - aliás, sou o enjoo em figura de gente; acordo e adormeço enjoada - disse-me para tomar 2 nausefes antes de dormir - já que me recuso a tomá-los durante o dia que aquilo dá-me uma moca das grandes. Assim fiz ontem à noite e as 22h estava a dormir no sofá.

Ficámos muito felizes, mas não consigo viver esta gravidez tranquilamente. Tenho muito medo que alguma coisa corra mal...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

...

Fomos esta manhã à MAC fazer a BVC (biopsia das vilosidades coriónicas). Foi um exame um pouco doloroso, mas o pior de tudo foi termos visto o nosso bebé todo formado, as perninhas, os braços, os pés, as mãos, a cabeça, tudo, mas sem vida, sem o pequeno coração a bater. A esta imagem tínhamos sido poupados até hoje e foi um enorme murro no estômago.

Depois deste exame, perguntei à médica como é que faríamos com o bebé (perdi a conta às vezes que já ouvi "não é um bebé, é um feto" e às vezes que pensei e algumas que respondi "para uma mãe é sempre um bebé"; também perdi a conta às vezes a que se referiam ao bebé como "FM" - feto morto; A falta de humanidade, respeito e sensibilidade para as situações de perda gestacional são assustadoras e davam pano para mangas...), que está sem vida dentro de mim quase há uma semana. A médica disse que o normal seria darem-me um comprimido e mandarem-me para casa, sendo posteriormente internada na MAC na quarta-feira onde ficaria pelo menos uma noite, para ver se se dava a expulsão (ou esvaziamento) de forma natural.

Sinceramente, não gostei nada do atendimento e da postura que tiveram connosco. O único interesse deles em que o bebé fosse "expulso" lá, e eles deixaram isso bem claro, uma vez que não é a minha área de residência e "trabalho não lhes falta", seria para depois o poderem esmiuçar e analisar a seu belo prazer. Ponderámos os prós e os contras e acabei por telefonar à minha médica que me disse que eles (na MAC) já tinham o suficiente para fazer o estudo genético com a colheita que fizeram da placenta e para ir ter com ela amanhã, às 9h, ao hospital para darmos início ao processo de expulsão (não sei como hei-de escrever isto... não é um parto, é certo, mas também não será uma mera "limpeza" ou "esvaziamento"...).

Fiquei aliviada por saber que vou para o sítio onde tenho sido sempre muito bem tratada, onde nasceram os meus filhos, onde, pelo menos, me sinto em casa - e estou mais perto de casa - e onde tenho tido sempre um acompanhamento profissional e competente, mas humano e afectuoso, de uma médica que sabe muito bem aquilo que estou a passar.

Estou triste, mas mais conformada... ao mesmo tempo que não vejo a hora de poder recomeçar a minha (nossa) vida do zero.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Não há uma maneira fácil...

... de se dar e receber uma notícia destas. O coração do nosso feijãozinho parou de bater, ao que tudo indica, nas últimas 24 horas. Estaríamos hoje de 12 semanas e 1 dias (pela ecografia dava 12+4). A médica que sempre nos fez as ecos de todos os filhotes hoje teve que nos servir também de amparo e explicar por A+B que a culpa não é minha. Que não se perdem bebés só porque não foram planeados ou desejados. Porque ela teve que me dizer, imediatamente a seguir a eu lhe ter dito que só queria que estivesse tudo bem, que o nosso bebé desistiu. Por causa dos edemas e líquidos que tinha acumulados, parece ser algum problema cromossomático incompatível com a vida. Basicamente, se ele não tivesse desistido, seríamos nós a ter que desistir por ele. E dói que se farta. Ainda não consigo acreditar, principalmente porque continuo a sentir-me grávida. Porque faço xixi de hora a hora. Porque continuo com as mamas doridas. Porque continuo enjoada. O meu corpo ainda não reconheceu o que aconteceu. Não me dói nada, não tenho moínhas na barriga, não tenho perdas de sangue. Estou grávida de um bebé sem vida e por enquanto é só isto. Na segunda feira tenho que estar às 9h na Maternidade Alfredo da Costa para fazer uma biopsia à placenta, para tentar saber ao certo o que se passou. E depois virá a parte que tenho a certeza que me vai doer mais do que tudo. Não sei como vai ser. Só sei que estamos destroçados e que não se ama menos um filho só porque não foi planeado.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Consulta

Hoje tive consulta na minha ginecologista. Ela agora tem um consultório novo e aproveitou para investir num pequeno ecógrafo, o que nos permitiu ver o feijãozinho a esbracejar e espernear vigorosamente :) Também deu para ouvir o coração com o doppler. À partida, o sangramento foi mesmo da eco endovaginal da semana passada. Tudo o resto está bem.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

9 semanas

Depois de uma manhã inteira de seca nas urgências da maternidade lá fiz a ecografia. Desta fez foi uma estagiária a fazer, supervisionada pela minha ginecologista - e que falta de jeitinho ela tinha, andou com a sonda e andou e andou e virou e revirou e não acertava com a pontaria; teve que ser a dra. A. a ter que assumir o comando. Vimos o feijãozinho, que se estava a mexer, com 2,4 cm, e o coração a bater. Tudo tranquilo até ter ido à casa de banho depois de almoço e ter saído sangue no papel quando me limpei. Não é corrimento que suje as cuecas, mas foi o suficiente para me deixar preocupada. Foi uma espécie de "abr'ólhos" e fiquei logo meia passada. Lá está, como sempre me disse o George, pode não ter sido planeado, mas afinal já é desejado... Enfim... penso que tenha sido da eco endovaginal, uma vez que estava tudo bem com o bebé. Se amanhã continuar telefono à médica - embora já saiba o padre nosso que ela me vai rezar: repouso, utrogestan e nada de relações.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Tum tum tum

Fomos logo pela manhã ter com a minha obstetra ao hospital. Recebeu-me com um sorriso enorme, como sempre, e assim esteve todo o tempo que lá estivemos. Depois dos procedimentos do costume, ficámos a saber que temos um grão de arroz com 1,08 cm e um coração a bater com muita força. Pelas medidas, estarei grávida de 7 semanas e 1 dia. Saí de lá de lágrimas nos olhos... e só me apetecia chorar, chorar muito. Não um choro de tristeza, mas um misto de alegria, alívio por estar tudo bem e medo do que estará para vir. Fiquei de lá voltar daqui a duas semanas para voltarmos a ver o grãozinho e depois terei consulta particular com ela no dia 9/1. Disse-me para ir tratar da isenção ao centro de saúde, marcar consulta e pedir análises que assim já levo tudo para a consulta com ela. Ficou tudo marcado e esta sexta já tenho consulta de saúde materna. Também me disse para marcar a ecografia do primeiro trimestre, que entretanto já marquei para o final de Janeiro, juntamente com o rastreio bioquímico. Estava a precisar de um abanão, tenho andado meio anestesiada e a fingir que não se passa nada. Mas passa. Tenho (mais) um bebé a crescer dentro de mim e está mais que na hora de não ter medo de dizer a frase: "estou grávida".

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Resumo resumido

(profundamente irritada, com as hormonas descontroladas e com uma crise aguda de baby blues)

Para avaliar as artérias renais era suposto que a pediatra e a médica de família tivessem pedido um Doppler e não uma ecografia. Foi a miúda fazer um exame desnecessário, mas ficámos a saber que tem os rins normais - que já sabíamos pelas ecos feitas durante a gravidez. Ficámos, portanto, na mesma como a lesma e eu fiquei com uma vontade imensa de espancar alguém hoje. É nestes dias que tenho mesmo saudades e vontade de voltar às aulas de Taekwon-do.

Além desta estupidez ainda tivemos outra relacionada com problemas com a credencial - a Rita não tem n.º de utente porque o novo programa informático demora cerca de 3 meses a atribuir o mesmo - "compliquex", portanto. Como no CS das Caldas já é tudo informatizado, as credenciais não podem ser alteradas à mão. Deviam ter passado uma das verdes, à antiga, e usado o meu n.º da Seg. Social. A sra. da clínica foi impecável e compreensiva e tentou resolver tudo da melhor maneira. A querida sra. administrativa do CS respondeu que não era problema dela (hoje seria esta a tromba que eu visualizaria no saco de areia). Na clínica não podiam fazer a eco à miúda por causa disto e já eu estava disposta a "arrotar" com 50 euros - preço da dita cuja feita por particular - para não ter que lá ir parar outra vez. Mas, a sra. prestável convenceu a sra. traste a pedir à médica que fizesse outra requisição numa "verdusca" para eu lá ir buscar e não pagar nada. Tanta coisa para, afinal, se ter feito uma ecografia em vão.

E foi assim o nosso looooongo dia... uma coisa que se tinha despachado em 1 hora - pronto, vá lá, 1h30 - demorou 6h a ser resolvida...
...
Afinal o resumo não foi nada resumido, estou furibunda e vou mas é para a cama...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Nem sei...

... por onde começar e já nem sei o que pensar...

Repetimos a ecografia e os valores do líquido continuam abaixo do percentil 5, tendo diminuído em relação à ecografia das 32 semanas. Isto seria normal e esperado se falarmos em valores normais mas, no meu caso, era esperado que tivesse aumentado. Apesar de tudo, a médica refere no relatório que o líquido está diminuído mas "ainda sem critérios de oligoâmnios" que é como quem diz que é preocupante, mas ainda dá para aguentar mais umas semanas... Na opinião dela a Rita deveria nascer entre as 37 e as 38 semanas. Como aumentou bem de peso (está com 2,555 kg) por esta altura já teria os 3 kg e os pulmões aptos à vida exterior. Se nascer o mais tardar na 38ª semana diminuímos o risco de complicações tanto "in utero" como no parto. Usando palavras dela: "eu nunca deixaria esta gravidez chegar às 40 semanas". Eu disse-lhe que já tenho indicações da minha médica asssitente para que o parto seja induzido às 38 semanas + 6 dias. A minha médica está de férias esta semana e a próxima mas já tínhamos combinado que iria ter com ela à maternidade no dia 6/7 (às 37 semanas+2 dias). Neste dia levo o relatório da eco e logo veremos o que será mais indicado na altura...

No final da consulta ainda nos revelou mais uma novidade inesperada... Depois de ter feito uma ecografia doppler às artérias umbilicais, detectou que o rim direito apresenta "imagem sugestiva de duplicação da artéria renal"... Segundo ela, não é preocupante ("sem significado clínico nesta fase da gestação") e não tem nada a ver com o líquido. Implica apenas que depois da Rita nascer tenha que fazer uma eco renal para verificar a situação...

Eu fiquei triste e preocupada, como é evidente... Apesar de tudo o resto estar muito bem, é inevitável ter a cabeça cheia de dúvidas, preocupações e macaquinhos... :o(

sábado, 12 de junho de 2010

O alívio...

Logo pela manhã fomos à maternidade. A médica achou-me um pouco inchada (que é como quem diz que a minha cara de bolacha estava ainda mais inchada e redonda do que o habitual - vulgo cara de grávida com direito a lábios carnudos e tudo), mas a tensão estava normal. Fomos depois ver a miúda e... a primeira coisa que vimos foram os seus pequenos pulmões em pleno funcionamento, a treinarem muito bem para a vida no exterior! Depois o líquido: não está nos níveis normais, mas também não está em níveis preocupantes. Para finalizar em beleza, a fluxometria do cordão umbilical: dentro dos valores normais. A médica pensa que os valores de 3ª feira possam ter sido derivados de algumas contrações que estivesse a ter na altura - que têm sido relativamente frequentes.

Deixei lá ficar 3 toneladas e meia de preocupações e angústias... Tive autorização para ir à praia e tudo, lol! Mas é só porque fica a 5 minutos de casa :o) As indicações são as mesmas: desacelerar o ritmo, fazer muito repouso, beber água com fartura e estar atenta aos movimentos da cachopa. Dia 23 faremos nova ecografia para reavaliar a situação.