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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Picar o ponto

Sim, o Facebook também assassinou este blog. Uma pessoa habitua-se ao imediato e deixa a preguiça instalar-se... foi o meu caso.

Por cá estamos todos bem. Os miúdos estão óptimos. Chatos, rabugentos, birrentos e barulhentos como se quer :) O Pedro teve um ano horrível - dos 2 aos 3 - cheio de birras e a não querer nada comigo (tudo o pai). Agora acalmou e está um doce bem docinho. A Rita já é finalista no JI e ainda me custa a encaixar que já vai para o 1º ano. Ainda a acho muito imatura, mas vamos ver. O João está um rapazote lindo, atlético e gigante e já vai para o 3º ano - estou a ficar velha, caraças.

Eu tenho estado bem. A ir às consultas de rotina no IPO de 6 em 6 meses e a tentar que me acertem com a dose da medicação (que no meu caso, substitui a tiróide que já não tenho). Os indicadores tumorais têm estado baixos, como se quer.    

E pronto :) É isto.
Obrigada a quem vai passando para saber novidades e desculpem a ausência prolongada.

domingo, 26 de julho de 2015

Ninho vazio

Esta última semana tem sido um desafio ao meu cordão umbilical.

Depois da festa no passado domingo, a Rita quis ir de férias com uns amigos, para longe, uma semana inteira. O João chorou que se desunhou porque ia ter saudades da mana e não queria que ela fosse. Para ele não sentir tanto a ausência da irmã, acabei por inscreve-lo às pressas num campo de férias que começou na segunda e acabou na sexta. Entre o campo, um amigo vir cá dormir e ele ir dormir a casa do amigo lá se passou uma semana. O Pedro também foi passar quatro manhas a casa da avó e eu aproveitei o tempo disponível para por a agenda em ordem e tratar de outros assuntos.

A ausência da Rita tem-me custado muito e a casa parece que está vazia, mas ao falar com ela ao telefone percebo que fez-lhe bem ganhar asas e que já não sobra muito da minha bebé. Está crescida e responsável.

Amanha já vamos buscá-la e espero que não queira ficar outra semana... :)

sexta-feira, 17 de julho de 2015

5 anos!

Parabéns meu amor!
A minha bebé, o meu niquinho de gente, está um mulherzinha linda!
Amo-te muito filha! Muito, muito, muito...!

domingo, 5 de julho de 2015

Picar o ponto :)

Estamos todos bem! Tirámos uma semana de férias para repor energias e já estamos de volta.

Felizmente, tenho tido cada vez mais encomendas e cada vez gosto mais do meu trabalho. Sou uma sortuda por poder fazer uma coisa que gosto muito e ao mesmo tempo ser mãe a tempo inteiro, ainda que isso signifique que sejam muitas a noites em que me deito tarde a más horas.

No mês passado a Rita trouxe uma carrada de piolhos do jardim-de-infância e quando demos conta já os tínhamos todos menos o pai, que tem o cabelo sempre rapado. Aos rapazes bastou fazer um tratamento e rapar-lhes o cabelo. A mim foram precisos 3 tratamentos, litradas de vinagre e pintar o cabelo e eles lá sumiram - só de falar nisso já me estou a coçar toda. Fiquei com o cabelo todo estragado por causa dos cremes e do pente, mas pelo menos já não habitam bichezas nos meus lindos caracóis. À Rita acabei por ter que a levar a cortar o cabelo à rapazinho... nunca na minha vida pensei ver tantos piolhos juntos numa cabeça só e o cabelo dela, liso e fininho, também não ajudou muito. Só conseguimos dar conta do recado com o Parapio e depois de estarem mortos lá a levei a cortar o cabelo para lhos conseguir tirar...

O João passou para o segundo ano. Depois de um segundo período um bocadinho atribulado, a meio do terceiro lá desencalhou na leitura. Acabou o ano com Bom a língua portuguesa, o que me deixou muito aliviada. A matemática manteve o Muito Bom. O comportamento também melhorou significativamente, mas estava mesmo a precisar de férias! 

O Pedro está bem, já nos vai dando umas noites razoáveis, mas longe das noites tranquilas e longas dos irmãos. Foi à consulta de rotina com a pediatra e com a médica de família e, como mantém o tom alaranjado na pele, aparentemente por causa do caroteno da cenoura e da abóbora, apesar de eu ter reduzido a quantidade que coloco na sopa, acabaram por decidir que o melhor mesmo é retirar totalmente estes dois ingredientes da comida dele e aguardar cerca de dois meses para ver que a pele fica com o tom normal. Se isso não acontecer terá que fazer análises ao fígado (não vai ser nada, não vai ser nada, não vai ser nada...). Entretanto já passou um mês e meio e ele continua meio alaranjado. Vamos ver.

Eu tenho estado bem. Depois do meu "burnout" e com a ajuda do maridão e dos meus amigos - e um empurrão de um antidepressivo fraquinho - sinto-me eu outra vez. Ainda tenho inícios de ataques de pânico, mas com menor frequência e que tenho conseguido controlar. O sentimento de tristeza aparece em doses normais, como todos temos. Já não me sinto deprimida e sem rumo. Sinto-me com mais energia, embora quebre a meio do dia. Um dia de cada vez e a coisa vai lá.

Entretanto na terça-feira tenho consulta de otorrino (consulta da voz) de seguimento à cirurgia à tiróide. E em silêncio vou contando os dias que faltam para setembro, altura em que volto ao IPO para as análises, ecografia e consulta. A melhor prenda de anos que me podiam dar era saber que está tudo bem - e está, e está, e está!

Nos últimos dois meses tenho também andado a pensar em baptizar os miúdos. Não me considero uma pessoa religiosa, sou mais espiritual e acredito que tudo se complementa e que podemos tirar o melhor dos ensinamentos que nos chegam. Tive uma educação católica, fui à catequese - que detestava - e fiz tudo até ao crisma, altura em que comecei a questionar a instituição "igreja" e as pessoas que a representam. Adiante, sou uma pessoa que confia muito na intuição e numa bela noite senti que devia e queria baptizar as crianças para "oficializar" os padrinhos que escolhemos para eles. Gostava de os baptizar a todos no mesmo dia mas, como o João já tem 7 anos, vai ser difícil que o baptizem sem fazer dois anos de catequese. Ainda é um processo em andamento, mas que deve ser para concretizar. O George é ateu, mas percebeu e aceitou os meus argumentos, mas não se envolve no processo.

E é isto, passo meses sem cá meter os pés e depois sai um testamento :)

sexta-feira, 29 de maio de 2015

2 anos












2 anos do menino que veio virar as nossas vidas do avesso. Do menino que acabou com os sempres e os nuncas. Há amores que não nos cabem no peito... Parabéns texuguinho!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

7!

Há sete anos a minha vida mudou. Há sete anos a minha vida ficou virada de pernas para o ar. Há sete anos tive a oportunidade de me tornar uma pessoa melhor e agarrei essa oportunidade com unhas e dentes. Obrigada, filho. Há sete anos nasceu o João. Parabéns filhote!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Estamos vivos!

Confesso que além da falta de tempo, também me tem faltado vontade para passar por aqui...

Estamos todos bem e isso é o mais importante!

Eu já fui à primeira revisão no IPO e as análises mostram que o tumor está em remissão. Em setembro volto para mais análises, ecografia e consulta.

Ainda apanhei entretanto um susto com uns nódulos nas mamas mas, com a ajuda da minha querida ginecologista conseguimos agilizar o processo da biópsia e afinal, eram "natas de soja", quistos com restos de leite e que na mamografia e eco mamária pareciam nódulos suspeitos.

Tivemos uns meses de inverno com os miúdos constantemente doentes - nada de grave, mas que mói - e andei um bocadinho desanimada, deprimida, mesmo. Com tanta pressão e ansiedade, voltei a ter ataques de pânico com direito a idas ao hospital, que já não tinha há anos... Entretanto também já estamos a tratar dessa questão para ver se pomos aqui a cabecinha da menina em ordem.

O João - que já faz 7 anos daqui a uma semana - está numa espécie de crise na escola, não gosta das aulas, acha tudo uma "seca", não vê utilidade nenhuma em aprender a ler e tem tido dificuldades na leitura - tem sido preguiçoso, mesmo. Também não gosta muito de matemática, mas tem facilidade e tem tido boas avaliações. Só gosta de Estudo do Meio, de brincar com os amigos e de jogar à bola no recreio. Não tem sido fácil lidar com este desinteresse dele pela aprendizagem e sinceramente já nem sei bem o que fazer. Hoje tenho reunião com a professora dele para saber a avaliação do segundo período, mas ele já me disse que a língua portuguesa teve "satisfaz quase não satisfaz".

A Rita está uma menina crescida, já não tem nada de bebé. Aliás, a única coisa de bebé só mesmo o facto de ainda não lhe ter conseguido fazer o desfralde nocturno, mas também não tenho pensado muito nisso. Vamos ver se no verão conseguimos, sem dramas. Está uma espertalhona, vivaça e sempre com a resposta na ponta de língua. É doce e charmosa. É chorona e birrenta e (muito) mentirosa - ou dada ao improviso. Está maravilhosamente no Jardim-de-infância.

O Pedro - quase a fazer dois anos! - teve um inverno mais complicado, as doenças deste ano foram as amigdalites, otites e estomatites aftosas. Está muito mexido e desenvolvido a nível motor, percebe tudo o que lhe dizemos -  até bem demais - mas falar que é bom, nada! Diz muito poucas palavras, só aponta para o que quer; diz "Benfica", "bola", "golo", "pai", "mamã" e pouco mais, pelo menos que eu consiga perceber. Não sei se derivado das minhas ausências forçadas por causa da cirurgia e do tratamento, está muito ligado ao pai. Está na fase das birras - e que birras!!! Põe-me doida, literalmente. Já se nota que é um menino autoritário e tem que ser tudo à maneira dele. As noites têm tido fases, mas continuam a não ser muito estáveis.
E tem sido isto... :) A ver se volto aqui em força, mas está difícil...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Verdade universal

Pergunta o João:
- Mãe, como é que apareceu o Universo?
Responde a Rita por mim:
- Eu sei!!!
- Ai sabes? Então diz lá como é que foi.
- Foi o pai que construiu!

domingo, 18 de janeiro de 2015

Estou tão f*

Contextualizando, o meu mais velho agora deu-lhe para ver o Cartoon Network (adora o Gumball, personagem que eu desconhecia até à semana passada) e claro que a do meio também gosta de ver. Ambos sabem que eu não gosto que eles vejam o dito canal (sim, sou velha do Restelo e acho que é parvoíce e violência a mais para cabecinhas tão pequeninas).

Estavam eles a ver o CN e eu a ver que eles estavam a ver o CN e diz-me a Rita, sem eu ter perguntado nada:
- Mãe, isto não é o "cartón netvort". Não é, a sério! Vá, agora sai daqui.

Se isto é assim com quatro anos, nem quero imaginar a adolescência desta miúda. M-e-d-o!

domingo, 11 de janeiro de 2015

Nós por cá

Voltei para casa dia 24 e não tem sido fácil manter aqui o estaminé actualizado. Ao final da tarde do dia de Natal o João começou com febre e, desde então, tem sido um corrupio de idas às urgências e à pediatra. Da febre do João - sem outros sintomas - passámos para o Pedro com ranho, tosse e febre também. Como aparentemente estavam os dois melhores, ainda arriscámos uma ida ao Porto, onde iríamos passar três dias, no dia 28, mas fomos e voltámos no mesmo dia. Dei entrada nas urgências com o Pedro com uma tosse estridulosa, fez adrenalina e aerossóis e veio para casa com indicação para fazer uma medicação que me pareceu estranha - ou desadequada, mesmo. Não sou médica, mas achei que não foi bem observado e diagnosticado e no dia seguinte levei-o a uma consulta de urgência com a pediatra deles. Além da tosse estava já com uma otite bilateral e a medicação foi toda alterada. Entretanto, foi o pai às urgências com uma bela amigdalite. Oito dias depois do Pedro ter começado a fazer o Clamoxyl fez um pico de febre de 40º. Além disso continuava com muita tosse e muito ranhoso. Voei com ele outra vez para as urgências (para ser visto pela pediatra deles outra vez). A otite já estava curada, mas estava também ele com uma amigdalite - mais dez dias de antibiótico, desta vez o Clavamox. Conversa puxa conversa, a médica perguntou-me se me estava a sentir bem e vai de me examinar também. Mais uma amigdalite, que eu também sou gente. Parece uma piada, mas não é. No dia seguinte, o João acordou queixoso e, quando olhei para ele, estava com os gânglios do pescoço do tamanho de bolas de golf. Por acaso tinha marcada uma consulta na pediatra para a tarde (que marquei porque achava que o Pedro não estava melhor, mas como fez o febrão, acabei por ir ter com ela de véspera). Já sabia que com os gânglios assim lhe fariam análises e, assim sendo, agarrei nele e fomos para as urgências do hospital distrital. Fizeram-lhe as ditas análises e foi, mais uma vez, mal avaliado, sendo que, inclusivamente, me disseram que podia ir à escola sem problema nenhum que devia ser só uma virose. Eu olhava para ele e só de ver os gânglios assim e de lhe sentir o mau hálito só pensava na mononucleose que ele teve há três anos. Mas, como lhe tinham feito as análises, confiei. Mas só parcialmente e claro que não foi à escola. Ao final da tarde fui com ele e com as análises à pediatra. Ora, as análises já tinham indicadores hepáticos alterados e, além dos gânglios do pescoço, também já tinha os dos sovacos e das virilhas salientes e o fígado palpável. Mononucleose. Outra vez. Não pode ir à escola até dia 15, dia em que irá repetir as análises. Depois disso, e se se mantiver bem, pode voltar à escola, mas nada de corridas, nem saltos, nem jogar à bola, nem avarias do género. Repito, parece uma piada, mas não é. Até agora vai-se safando a Rita.

Eu nem tive tempo para respirar e recuperar do tratamento nem dos longos dez dias que passei longe de casa e dos meus filhos. Tento focar a pouca energia que me resta pensando que enquanto forem "só" otites, amigdalites e mesmo mononucleose, estamos nós bem. O único efeito secundário que tive com o tratamento foi a alteração do paladar. A comida não me sabe bem - mas como na mesma :) De resto, cá ando. Ainda noto uma rigidez na zona da cirurgia, que apareceu na ecografia que me fizeram no IPO e que é normal. Principalmente porque o meu corpo não se dá bem com pontos e isso também não facilita a cicatrização. E como massagens na zona só as posso fazer do lado de fora, tenho que me aguentar à pastilha. Também ando às voltas com a dosagem da Levotiroxina (a hormona que terei que fazer o resto da vida). Quando fazia os 150 andava a 1000, não dormia, tinha palpitações, andava ansiosa e tal e tal. Reduziram-me a dose para 125, mas agora sinto-me sempre cansada e sonolenta. Ainda não consegui perceber se será da dosagem ou da lufa-lufa em que ando desde que voltei para casa e da amigdalite que tive como brinde.

Entretanto está na altura de me virar para os quistos que tenho nas mamas e amanhã é dia de ecografia e mamografia. Já passaram os três meses depois de ter parado de amamentar e já as posso fazer. Antes de ir para o IPO tinha feito a ecografia ginecológica e estava tudo bem.

E é isto. Parece uma casa de doidos e quase me atrevo a dizer que é mesmo. Melhores dias virão.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O melhor presente?

Depois de andar quatro anos com diagnósticos errados e/ou inconclusivos, depois de um diagnóstico maligno em Julho deste ano, de uma cirurgia para retirar a tiróide e o respectivo inquilino em Setembro, depois de saber que o sacana tinha metastisado para os gânglios do pescoço e de um tratamento com uma dose razoável de iodo radioactivo feito esta segunda-feira, que me podia fazer passar o Natal sem os meus filhos e sem a minha família, quarta-feira foi o dia das boas notícias.

O nível de radiação obrigou-me a mais 7 dias de isolamento além do internamento e, assim sendo, dia 24 já poderei ir para casa. Além disso, a cintilografia não mostrou mais metásteses (ossos e pulmões limpinhos limpinhos), sendo que o iodo se concentrou apenas onde era esperado, na zona onde residia a tiróide.

Agora é respirar fundo, ajustar a medicação para a tiróide e respeitar religiosamente as consultas de seguimento no IPO de Lisboa, onde tenho sido tratada com o maior respeito, carinho e profissionalismo. Em Março lá estarei.

Um grande bem haja ao meu endocrinologista que me proporcionou paz de espírito e me ajudou a definir o futuro terapêutico, ao Hospital Egas Moniz, principalmente ao Dr. T. que me operou eximiamente e por ser o médico que é. Obrigada a todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, nunca deixaram de estar presentes.

E agora siga, que vou ter uma bela semana de férias... ;)

sábado, 13 de dezembro de 2014

Da reciprocidade da vida e do que nos ensina.

Hoje ganhámos o cabaz de Natal que foi sorteado na festa de Natal do JI da Rita. Comprei uma rifa no nome de cada um deles e a sorte grande coube ao João. Quando chegámos a casa, abrimos o cabaz e começámos a retirar os produtos. Quando apareceu um frasco de feijão frade o João desdenhou com os típicos comentários dos miúdos perante os alimentos de que não gostam. Eu olhei para ele, séria, e perguntei-lhe se ele sabe quantas pessoas não têm o que comer e que davam tudo para poder comer aquela lata de feijão. Ele olhou para mim e disse: "então e só nós dessemos algumas coisas destas a algum menino que precise?". Caiu-me tudo. E pu-los, a ele e à Rita, a escolher o que queriam partilhar com outra família, convencida de que iriam optar pelas coisas que não gostam. E qual não foi o meu espanto quando tal não aconteceu. Muito pelo contrário. Eu ando de lágrima fácil, mas caraças... estou orgulhosa dos meus filhos e, consequentemente, orgulhosa por sentir que estamos a fazer um bom papel como pais. E comecei a chorar de alegria, agradecendo-lhes por terem tido aquele gesto. E o João não vai de modos e, do alto dos seus seis anos (seis anos!) diz-me: "mãe, eu também te agradeço porque se não me tivesses dito aquilo eu não tinha tido esta ideia."
E é isto. Na terça-feira vamos entregar o saco que eles fizeram no JI para que eles possam distribuir os bens da forma que lhes parecer mais justa por alguém que precise mais do que nós.
E é isto o Natal, minha gente. E é isto a vida. E é isto o amor e a reciprocidade que dele vem.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Pára tudo

O dia em que a professora de natação do João falou connosco para perguntar se estamos interessados em que ele comece a treinar para natação de competição. Foi hoje. Estou tão babada... mas tão babada!

Pequenos senãos: treinos três vezes por semana - ele este ano está a ir só uma vez por ter iniciado o ensino primário e porque também tem ginástica - e dois dos treinos coincidem com as aulas de ginástica (trampolins).

Já decidimos que este ano não vamos avançar na loucura, mas é uma hipótese a ponderar no próximo ano lectivo. E terá que ser ele também a decidir se quer, uma vez que implica sair da ginástica - que ele adora. De qualquer das maneiras, a professora vai começar a diferenciar os exercícios dele na piscina para o caso de decidirmos aceitar o convite no próximo ano lectivo.

Cistografia renal e consuta

No início de Novembro o Pedro fez uma cistografia renal para avaliar o refluxo vesico-uretal e ontem tivemos a consulta no hospital onde ficámos a saber o resultado, que foi o melhor possível. Já não há evidência de refluxo e a bexiga fica totalmente vazia quando faz xixi. Teve alta e já tem ordens para parar o antibiótico que tomou todos os dias durante dezassete meses. Fiquei tão feliz e aliviada que me deu para chorar... E disse-me a médica: "chore à vontade, tomara eu que todas as lágrimas fossem todas por motivos destes".  

sábado, 29 de novembro de 2014

Do João

Com a chegada do frio, começou a tosse de cão. Como a pediatra esteve de férias, e depois de uma consulta da tia, que confirmou a tosse de origem alérgica, comecei a dar-lhe a mesma medicação que ele já tinha feito no Outono do ano passado. Apesar de ter melhorado, estava longe de estar bem. As noites estavam a ser um verdadeiro suplício com tanta tosse. Entretanto, com a nossa pediatra de volta, levei-o a uma consulta com ela. Fiz bem em dar-lhe a medicação (Azomyr e Pulmicort nasal), mas como ele está mesmo no limiar de uma bronquite, acrescentou o Singulair durante 28 dias e vamos ver se ficamos por aqui.

Escusava de ter saído à mãezinha dele na história das bronquites alérgicas, mas adiante. Já lhe tinha suspendido a ginástica e tenho pedido na escola que não o deixem jogar à bola nem andar lá a correr feito doido - o que o faz piorar brutalmente. Também já o avisei para ter cuidado e para se resguardar se quiser ficar melhor depressa.

A parte boa é que aumentou 2 kg e cresceu 4 cm em seis meses! Não admira que a roupa tenha toda deixado de lhe servir de um dia para o outro. Está agora com 25 kg e mede 1,23 m. 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Mais do mesmo

Isto já se começa a parecer com um muro das lamentações ou o diário de uma mãe com cancro, mas olha... não me tem dado para muito mais. Ando muito esquisita e não me sinto eu. A medicação que estou a fazer de preparação para o tratamento está a abalar-me muito.

Estar longe dos meus pais e irmãos e dos meus amigos também não ajuda nada. Sinto-me sozinha e custa-me ter que estar sempre dependente da boa vontade da minha sogra e da única amiga que tenho aqui. E depois ponho-me a pensar... estou a viver aqui há 11 anos e só tenho uma Amiga, que me tem valido por mil, mas a quem ando, julgo eu, a sobrecarregar. E tenho a minha sogra que tem sido incansável, que está sempre disponível para me ajudar, que vem buscar o Pedro para eu poder ficar mais sossegada, que me fica com os três para eu poder descansar. Mas que tem setenta anos e também me custa estar sempre a pedir-lhe ajuda. Embora ultimamente nem seja preciso pedir nada que ela parece que adivinha e está sempre a disponibilizar-se para tudo.

E é isto. Faltam menos de três semanas para ser internada e a ansiedade vai crescendo. E sei que ainda falta a parte mais difícil da preparação que são as duas semanas em que vou parar totalmente com toda a medicação para a tiróide e, aí sim, vai ser a doer.
Cada vez que um ano se aproxima do fim, começo a pensar no que me trará o próximo. Caramba, tirando os meus filhos que são a maior alegria que tenho na vida, estes últimos anos têm sido uma bela merda. Já acabávamos com este ciclo, não...?

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Tratamento marcado

Na quarta-feira passada tive nova consulta no IPO. Já com o resultado da ecografia e das análises - muito boas, dentro dos possíveis - foi altura de agendar o tratamento com iodo radioactivo. Vou ser internada dia 15 de Dezembro e terei alta a 17, altura em que me dirão quantos dias terei que ficar em isolamento, que pode ir de uma a três semanas. Isso mesmo. Provavelmente passarei o Natal deste ano sozinha, mas já ia preparada para esta data. O mais importante é estar cá nos próximos cinquenta natais. Vou, pelo menos, poder assistir à festa de Natal do JI da Rita e devemos fazer o nosso Natal nesse dia.

Antes do iodo tenho que fazer uma medicação dada pelo IPO durante quarenta dias - que já estou a fazer - e duas semanas antes tenho que fazer uma dieta e ter alguns cuidados e restrições para limitar ao máximo a ingestão ou absorção de iodo - nada de produtos vindos do mar, peixe, enlatados, processados, corantes, pintar cabelos, unhas, lábios, nada de cremes BB, nada que tenha pigmentação, portanto. Posso consumir sal muito moderadamente, mas do "rasco". Nada de flor de sal. Não posso comer chocolates de leite, mas posso comer com 70% de cacau ou de culinária - e já vou com sorte. Posso comer tudo o que vem da terra, o mais natural possível - posso, por exemplo, comer tomate desde que não seja enlatado.

Depois do tratamento posso voltar a ter a minha alimentação normal e volto à medicação antiga, mas com uma dosagem inferior que a que estava a tomar era demasiado alta - passo do Eutirox 150 para o 125. Vou directa do IPO para uma casa aqui perto onde estarei sozinha. Eles são mesmo muito rigorosos com o contacto com crianças e bebés e com razão. E é isto. Estou em contagem decrescente...

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Estações do ano

 As estações do ano segundo o João são as seguintes:

- Primavera
- Verão
- Outono
- Natal

:)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sem palavras.

Quais são as probabilidades de receberes um telefonema do número pessoal do cirurgião que te tirou a tiróide porque, como esteve de férias e não foi com ele que tiveste a última consulta no Egas Moniz, não sabia notícias tuas - porque fui mais rapidamente parar ao IPO por portas e travessas - e queria saber como é que estavas, se te sentias bem e se já tinhas seguimento para fazer o tratamento? Pois... Confesso que fiquei de queixo caído e com vontade de chorar de emoção. Porque ainda há profissionais que são também pessoas boas neste país à beira-mar plantado.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Emancipação

Quando o João começou a escola surgiu a necessidade de ter um espaço para fazer os TPC's. Mais ainda quando percebemos que ele pede silêncio e sossego absoluto para os fazer, coisa impossível quando se partilha o quarto com os irmãos. Mesmo com alguma resistência da parte dele, que não queria deixar de dormir no quarto com os irmãos, acabámos por lhe comprar uma cama e uma secretária para o quarto onde eles tinham os brinquedos. A ideia era proporcionar-lhe um espaço para os trabalhos escolares e, a seu tempo e quando ele assim entendesse, ter um quarto só dele. Dois dias depois pediu para lá dormir uma noite. E na seguinte também quis. Diz que só não gosta de saber que esta ali sozinho, mas gosta do quarto novo. Ainda pensei que fosse febre de pouca dura, mas não. Assumiu - ele e eu - com naturalidade que era ali que seria agora o quarto para tudo. Uma semana depois acabei por me render às evidências e trouxe a roupa dele para o quarto novo. Fizemos uma transição tranquila, sem dramas e ao ritmo dele e, felizmente, correu tudo bem. Está tão crescido, o João.