Lilypie Kids Birthday tickers
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sábado, 31 de julho de 2010

Duas semanas


Já passaram duas semanas... A nossa menina tem sido muito calminha, muito parecida com o irmão. Esta noite que passou foi a pior de todas. O papá e eu pareciamos duas baratas tontas... cólicas, punzinhos, cagadas, maminha... levámos a noite toda nisto. Será que estamos a enfrentar o primeiro pico de crescimento? Talvez... O leite que tirei esta semana já está no frigorífico, descongelado, para ser usado como reforço esta noite.
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A Rita já aguenta alguns períodos do dia acordada e gosta de estar na espreguiçadeira e na alcofa. Gosta de passeio. No automóvel adormece instantaneamente; no carrinho - na alcofa - já gosta de ir de pestana aberta, mas acaba por adormecer com os tremeliques.
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Já foi almoçar fora umas quantas vezes e tem ido ao jardim quase todos os dias. Estamos mesmo satisfeitos com a alcofa, foi cara, mas tem sido muito usada! Além de confortável, sinto-a muito mais protegida lá dentro do que no ovo e é muito mais fácil manter os abelhudos à distância com ela deitada lá dentro. Vai sempre aconchegada e resguardada.
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Até hoje, tomava sempre a banhoca de manhã mas, depois da noitada de ontem, decidi experimentar passar o banho para as 19h. Banhoca, maminha e agora dorme ferrada. Durante os primeiros dias berrava que nem uma desalmada durante o banho, agora nem por isso. Não vibra de satisfação, mas também já não chora - a não ser que esteja com fomeca.
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Confirma-se que 24h não chegam para tudo, mas... vai dando para gerir. Multiplica-se o amor, as responsabilidades e o cansaço. E não se multiplicam só por dois, mas por muitos mais. Noto que a grande diferença do primeiro para o segundo é mesmo a descontração de quem, no fundo, até sabe o que faz, lol! A experiência conta - mesmo - muito e já não entro em stress com a rapidez que acontecia com o João. Ando muito mais "zen", mesmo com a rabugice da falta de sono.
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E assim se passaram já duas semanas, filhota... e há duas semanas a mamã voltou a chorar de alegria - e alívio, lol - quando te senti sair de dentro de mim, quando te ouvi chorar em plenos pulmões, quando te vi e senti pela primeira vez. És a nossa princesa...
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(É gira, não é?... A minha almofada de amamentação multifunções ;o) É obra desta menina e tem tido muiiiiiiito uso cá em casa!)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A amamentação

Lá vamos nós ao assunto polémico :o)
Aviso já que - depois da experiência traumática e dolorosa que tive com o João - não sou nenhuma freak da maminha. Isto é, se der... deu, se não ser... paciência! E foi com este espírito que parti para o segundo round da coisa.

Logo após o nascimento da Rita, colocaram-na na mamoca. A miúda estava bem acordada e deu umas valentes chuchadelas - lá se vão as teorias da conspiração que alertavam para o facto de "as meninas serem mais preguiçosas para mamar do que os meninos"; se assim fosse, tínhamos uma crise de identidade cá em casa. A Rita pegou logo muito bem na mama. O problema surgiu no dia seguinte, quando me apercebi de que ela não é como o irmão - que mamava a dormir. Não... ela, pura e simplesmente não acordava quando eu queria que ela mamasse - de 3 em 3 horas. E, por causa disso, seguiram-se toda a espécie de torturas e manobras de "como despertar um bebé que se está marimbando para comer e quer é dormir em paz e sossego, sff!", levadas a cabo pelas enfermeiras que, desesperadas, tentavam ajudar-me a acordá-la. Não, não é exagero... desde despi-la toda, a molhar-lhe os pés e a cara com água fria, a darem-lhe espécies de beliscões, a porem-me aero om na mama... tudo foi tentado. Mas a Rita queria mesmo era dormir.

Começou aí a saga " mas como raio vou alimentar a cachopa de 3 em 3 horas se ela não acorda?" Resultado: o leite não subia e na segunda noite a Rita abriu a goela com fome e eu não tinha pinga de leite ou de colostro para lhe pôr na boca. Vai de tocar à campaínha e "venha de lá o suplemento para a bebé que ela tem fome". Tive a sorte de não ter apanhado nessa noite uma enfermeira obcecada com a mama e lá veio o biberão para a Ritinha - que o bebeu de um trago e ferrou a dormir outra vez. E acho que foi nesse momento que caí em mim. Respirei fundo e pensei com os meus botões: que se lixem as teorias e os palpites... A miúda há-de comer quando tiver fome. Estava a ser tortura para mim e para ela, cheguei a passar 1h30 para a acordar e chorava porque ela não acordava... ora, mais valia que ela tivesse dormido descansada mais essa hora e meia - e eu também - e que depois tivesse acordado naturalmente para mamar - digo eu!

Felizmente o leite lá subiu e nunca mais voltámos a recorrer ao suplemento - mas a lata está comprada e guardada no armário, just in case. Viemos para casa e ela continuou a mostrar preferência por dormir e não havia nada que a acordasse... E quando abria a pestana dava-me duas ou 3 trincadelas no mamilo e ferrava a dormir...

Na primeira consulta com a pediatra lá ouvi o blablabla de no primeiro mês tem que mamar de 3 em 3 horas. E ontem ouvi mais do mesmo e além disso "tem que fazer intervalos minímos de 2 horas". Pois, está bem. E também já tive que gramar com os típicos comentários - conto sempre até 10 para não responder torto - do "vê lá se o teu leite é bom para a menina". Oh minha gente! Todas pessoas bem informadas sabem que o leite materno é o melhor que há para os nossos bebés. Ponto. Eu escolhi amamentar, mas só o farei se não se transformar na tortura que foi a amamentação do João. Ponto. E sim, também acho que é melhor o suplemento do que ter os bebés a passar fomeca. Ponto. E também sei as teorias todas da vinculação mãe/filho e não me parece sejamos melhores ou piores mães por dar mama ou biberão. Ponto. Não sou fundamentalista, mas sou comodista e, convenhamos que, dar mama é muito mais prático - há dúvidas?! (É um assunto que mexe mesmo comigo...)

Os dias foram passando e a Rita começou a ter mais períodos acordada e a mamar regularmente - chama-se a isto dar tempo ao tempo! Mama muito e muito bem durante o dia. Mama quando lhe apetece e tenho as mamas sempre abastecidas de leitinho, até já deu para congelar algum - do que não me caiu nos pés e na roupa ;o) Nas primeiras noites em casa ainda insisti e tentei, em vão, acordá-la para mamar - aqui já tinha chegado a "psicose do peso". Depois de conversar com uma amiga sobre o assunto (obrigada Meggy ;o)) fiquei a saber que a miúda dela nasceu com o peso inferior ao da Rita e o pediatra nunca a mandou acordar a bebé de 3 em 3 horas para coisa nenhuma. Mais uma vez, cada cabeça sua sentença. Fiquei a matutar e deixei falar o meu instinto... acorda quando tiver fome. Sei que as coisas se foram organizando de uma forma em que a Rita mama quase sempre entre a meia-noite e a 1h da manhã e é muito raro acordar antes 4h30/5h da madrugada. E depois acorda entre as 8 e as 8h30 e vai atestando a barriguinha até à noite. E mama muito bem, e não tem tido cólicas e já não a torturamos para acordar... E tem aumentado de peso...

Faço, portanto, um balanço positivo da amamentação da Rita. Os mamilos já gretaram e já me doeram muito - agora doem "assim-assim" quando ela pega a depois deixam de doer. O que foi massacrado na maternidade na altura do João continua, naturalmente, dorido - porque nunca deixou de me doer. Mas não são dores insuportáveis... são os ossos do ofício :o)
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Ah, e só para esclarecer, salvo uma única excepção - tem que haver sempre uma ovelha ranhosa -, só tenho a dizer bem e a agradecer a todas as enfermeiras da maternidade das Caldas. Foram incansáveis, sensíveis e muito profissionais perante as dificuldades que enfrentámos nos primeiros dias.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Consulta

Hoje foi dia da primeira consulta da Rita no Centro de Saúde. Começámos pelas medidas e pelo peso com a enfermeira: aos 12 dias a princesa está com 2,830 kg, 49 cm e 33,8 de PC. Depois fomos para a consulta com a médica de família e está tudo bem. Deu-me alguns conselhos e dicas sobre a amamentação - dá sempre jeito ter uma médica/mãe que sabe por experiência o que está a dizer - que é para continuar. Apesar de ter sido pesada em balanças diferentes, tudo indica que o leitinho da mamã é adequado e suficiente para a Rita.

Já trouxemos a credencial para a Ritó fazer a ecografia renal para verificar a existência (ou não) da duplicação da artéria do rim direito.

Na próxima quinta-feira voltamos para o peso e já ficou marcada a consulta do 1º mês da cachopa.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O João e a Rita

O João conheceu a Rita na maternidade. Ela estava a dormir e ele dizia repetidamente: "a mana óó?". Sentou-se na cama e pediu para lha pormos ao colo, fez-lhe festinhas, deu-lhe beijinhos e depois pediu para a tirarmos. Já em casa, continua a ser muito meigo com ela, salvo raras excepções em que não tem a mínima noção da força que tem... Está sempre de volta dela a pôr "úsica mana" (música para a mana) e puxa a corda do móbil que está na alcofa. Quando ela chora pergunta logo pela chucha da mana e se a encontrar tenta pôr-lhe na boca. Gosta de lhe fazer festinhas na cabeça.

Gosta de ajudar a dar banho à mana e de ver mudar a fralda. Anda sempre com um banquinho atrás para conseguir pôr-se ao nível das coisas e poder "ajudar-nos" nessas tarefas.
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Como já tinha referido, foi connosco que o comportamento dele mudou. Ainda ontem estava a passar os olhos pelo Livro da Criança, do Mário Cordeiro, em que ele descreve esta fase que o João está a passar e ele encaixa na perfeição... Vai do 8 ao 80 em fracções de segundo. Passa da meiguice à agressão, da obediência ao confronto e à birra. Salta, grita, esperneia. Não tem sido nada fácil lidar com ele, mas tentamos fazer o nosso melhor. Deixámos de tentar controlar os ataques de fúria, deixamo-lo extravasar toda aquela energia e depois tentamos conversar com ele. Apesar de tudo, temos recorrido a alguns castigos - não ver o Noddy, ir para o quarto, ir dormir sem ver o Panda... Deixou de querer sair com o pai. Sempre que lhe perguntamos ele responde que "Nhão. 'oão fica casa com mamã e mana" (Não. O João fica em casa com a mamã e a mana).

Notamos que quando temos visitas ele se põe de parte e fica triste por não receber a atenção a que estava habituado. Nestas alturas, tentamos chamá-lo para perto de nós e se ele não quiser vir, então vai um de nós brincar com ele.

Gosta de se sentar ao pé de mim quando estou a amamentar a Rita e já sabe que a mana "bebe teitinha maminhas da mamã" (bebe o leitinho das maminhas da mamã). Já tentou abocanhar-me as mamas 3 ou 4 vezes vezes e eu expico-lhe que agora já não pode ser, mas quando ele era assim pequenino como a mana também bebeu o leitinho da mãe. Ele diz que sim e acaba por se enconstar a mim a receber festinhas na cabeça.

O pai tem passado muito mais tempo com ele, mas noto que o João sente a minha falta. Ontem de manhã, depois de dar mama à Rita, perguntei-lhe se queria ir comigo ao parque e à loja e ele, depois de confirmar se "papá e mana fica a casa" disse que sim e lá fomos só os dois. Sei que ele adorou este bocadinho e vamos repetir sempre que for possível.

Não tem sido fácil, mas vamos levando um dia de cada vez.

Ao 11º dia...

... o cordão da Rita caiu.

terça-feira, 27 de julho de 2010

O desfralde

(Foto retirada)
O desfralde do João foi mais rápido e bem-sucedido do que eu esperava. Depois de muitas leituras, e apesar de termos esperado por todos os sinais e ter sido ele a tomar a iniciativa, estava com receio de fazê-lo tão perto do nascimento da Rita.

A primeira semana foi a que teve mais descuidos e alguns cocós no quintal. Ao início ainda usou a fralda durante a sesta, mas depois deixou de a querer - e não precisa - e só aceita que lhe coloquemos a fralda durante a noite - e ainda acorda algumas vezes molhado.

Para nós foi crucial, no dia em que ficou decidido que se iria iniciar o desfalde, o João começar logo a usar cuecas e nunca mais lhe ter sido colocada a fralda - o que deve ter ajudado a evitar confusões na cabeça dele. Mesmo com o nascimento da mana, em que esperavamos alguns descuidos, estes não aconteceram e ele continua a encarar todo este processo com a maior naturalidade.

A maior dificuldade que tivemos foi conseguir que ele fizesse as necessidades fora de casa, em casas de banho públicas - em que não há penicos e redutores... Depois de muita insistência, lá começou a fazer os seus xixis e cocós fora de casa sem estes auxiliares mas com algumas acrobacias para não ter que sentar o rabiosque em sanita alheia :o)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Avós


Que todos os filhos pudessem ter a sorte que eu e os meus irmãos tivemos e que pudessem crescer com os avós e bisavós por perto... Um beijinho especial do João e da Rita para os avós e bisavós que os estragam com mimos!