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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Benfas!

Hoje tivemos uma visita madrugadora!
O avô Carlos teve que vir tratar de uns assuntos a Peniche e não podia perder a oportunidade de vir dar um beijinho ao neto! E além disso trouxe-lhe uma prendinha especial! Desde Sábado que não falava noutra coisa... aqui está, o João foi presenteado com o Kit Júnior para ser sócio do Benfica! O Joãozinho não tem hipótese... nasceu no seio de uma família benfiquista (a roçar a doença...), sendo que só o papá é que não liga muito a futebol ;o)

terça-feira, 29 de abril de 2008

Pontos: a saga continua...

Pois é... ontem tive direito a passar mais uma tarde nas urgências de ginecologia.
No Domingo à tarde as dores no sítio dos pontos aumentaram ao ponto de me fazerem chorar de dor... só conseguia estar deitada para o lado esquerdo... tudo o resto estava fora de questão. Nem me conseguia sentar na sanita... enfim...

Durante a noite foi piorando e assim continuou pela manhã fora... o papá do João nunca me tinha visto assim e agarrou no meu telemóvel para ligar à minha ginecologista. Eu não parava de chorar com dores... Teve ordens para me levar imediatamente às urgências, apesar de ela não estar de serviço. Assim fizemos. Dei entrada e após ter sido observada por um médico, fiquei a saber que com os 3 pontos externos que me tiraram está tudo bem, mas que parecia que o meu corpo estava a rejeitar as dezenas de pontos internos, que são dos que caiem sozinhos. Ok, afinal não levei só três pontos... As más notícias são que se não passar com a medicação que me deram, a solução é descoser e voltar a coser, sob o risco de a rejeição/infecção voltar a acontecer.

Puseram-me a soro e deram-me qualquer coisa para as dores, depois de eu ter avisado que estou a amamentar. Entretanto o George ligou para a minha médica a dar as novidades e logo de seguida percebi que ela ligou para as urgências para falar com o médico que me tinha visto e medicado (definitivamente esta médica merece cada cêntimo que deixei nas consultas particulares...). Acabado o soro mandaram-me para casa com antibiótico e um anti-inflamatório e indicações expressas para voltar lá hoje se não melhorasse.

Quando cheguei a casa as dores começaram a aliviar e até agora tenho sentido apenas umas picadas, mas nada que se compare às dores que me levaram às urgências. E espero que a história dos pontos termine por aqui. E não me venham dizer que as recuperações das cesarianas são mais difíceis que as dos partos normais ;o) E não, duas semanas depois, ainda não me consigo sentar!
...
Obrigada a todas pelas dicas que me deixaram no post sobre as minhas dúvidas! Foram preciosas!

O aconchego...

... do colo de uma mãe...

sábado, 26 de abril de 2008

11 dias...

... de muito amor, ansiedade e uma mão-cheia de dúvidas.
...
Os dias passam a correr... e todo o tempo do mundo parece tão pouco quando se trata de ti...
...
O João detesta a banhoca, haviam de ouvir o berreiro! Também não gosta nada de estar despido, é muito púdico o nosso filhote ;o) Já fomos brindados com uma série de peripécias à hora do banho e da muda da fralda: cocozinho na água do banho, na toalha depois do banho tomado, xixi com fartura e em todas as direcções assim que se apanha sem fralda... Já chegámos a ter que lhe dar 3 banhos seguidos!

Já reparei que o João fica muito impaciente e ansioso quando tem muita gente à volta (sai à mãe...) e já fizemos de tudo para controlar as enchentes de visitas. Já desligámos a campainha e o papá já teve que "convidar" algumas pessoas a retirarem-se... Temos tentado só receber a família e os amigos mais próximos. Há que dar tempo ao tempo para o João se ir habituando e também a minha paciência não tem sido muita. Continuo cheia de dores nos pontos e na "patareca" e sentar-me só de lado. Direcciono toda a minha energia para cuidar do nosso filhote e irrito-me facilmente com a falta de sensibilidade (para não dizer inteligência) de certas pessoas. Confesso que há dias em que me desmancho em lágrimas assim que me apanho sozinha. E só passa quando vejo o João a dormir tranquilo e em paz.

Agora as boas notícias! Fomos pesar o João na quinta-feira e aumentou 300 g. Saiu da maternidade com 2,950 kg e a balança da farmácia já marcava 3,250 kg. Foi um alívio... estava com receio que o meu leite não fosse suficiente. Um dia destes conto-vos a aventura que tem sido amamentar, mas que tem valido a pena.

Entretanto na próxima terça vamos ao peso no Centro de Saúde e já tenho uma extensa lista de dúvidas para colocar à médica. Vou pô-las aqui também contando com as vossas opiniões e sugestões. É incrível como coisas que parecem tão simples se podem tornar numa fonte inesgotável de angústia...

- Devo acordar o João para mamar ou deixá-lo acordar sozinho? Há dias e noites em que ele simplesmente "apodrece" e custa-me tanto acordá-lo... mas tenho-o feito, esperando um máximo de 4 horas entre cada mamada.

- Devo dar de mamar ao João sempre que ele quer ou devo impor um horário?

- Devo dar água a beber ao João? (com este calor...);

- Quando é que o João pode sair à rua (confesso que já saímos com ele para passeios curtos aqui no quarteirão);

- A partir de que idade é que o João poderá ir a restaurantes, centros comerciais, casamentos, baptizados e afins?

- A partir de quando poderei colocar o João na espreguiçadeira e/ou no ginásio/tapete de actividades?

terça-feira, 22 de abril de 2008

Uma semana de ti...

... que tem sido mágica... apesar dos horários todos trocados e do cansanço que se vai acumulando. O João mantém o horário que tinha na barriguita, dorme mais e melhor durante o dia e à noite é vê-lo de pestana aberta ou a choramingar por atenção.

Apesar das dificuldades iniciais que tive na maternidade, continuo a dar só maminha ao João e ele adora! Por enquanto ainda não fomos brindados com cólicas... a ver vamos se assim continua! Aliás, devo dizer que os intestinos dele têm trabalhado maravilhosamente bem.

Ontem foi dia de ir fazer o teste do pezinho e já ficou marcada a ida às vacinas na próxima semana. Tenho a dizer que estou muito orgulhosa do nosso filhote porque, apesar das "maldades" que a enfermeira lhe fez, ele portou-se lindamente! Só chorou um bocadinho e pegou logo no sono! À noite, já a mamã dormitava quando ouviu o pai dizer que o umbigo do Joãzinho tinha caído! Foi um dia em cheio!

A mamã hoje é que já foi parar às urgências... sentia umas picadas dolorosas na zona dos pontos e estranhei. Além disso andava a perder uns coágulos de sangue com um cheiro duvidoso. Liguei à minha médica, que estava de serviço nas urgências, e ela mandou-me ir lá ter. A enfermeira esqueceu-se de me tirar um dos pontos (sem comentários...) e quanto ao resto é uma infecção e já estou a tomar antibiótico (que não interfere com a amamentação).

Aproveitei a saída para experimentar vestir roupa anterior à gravidez... e já me serve! Pesei-me e ainda não acredito que perdi 9 kg numa semana! Olho para mim e ninguém diria que tive um bebé há uma semana. É uma sensação estranha... entre o vazio e o alívio...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O parto

Chegámos à maternidade às 8h em ponto, tendo entrado para a sala de observação/avaliação às 9h45. Fizeram-me um toque e estava com dois dedos de dilatação. Clister, vestir a "farda" do hospital e fui para a sala de dilatação. O papá não pôde entrar... Fui a última grávida a ter a sorte de ter um pouco de privacidade. Todas as que foram chegando depois ficaram no corredor... 17 partos num dia é obra naquela maternidade!

Estava tudo a correr bem, contracções regulares, oxitocina a correr... Aos 3 dedos de dilatação a minha ginecologista rebentou-me as membranas e 10 minutos depois começou a aventura pelo universo da dor... Comecei a sentir contracções que me provocavam dores lancinantes... ao ponto de já nem me sentir ali fisicamente... acho que andava a pairar e prestes a perder os sentidos. Perdi totalmente o controlo sobre o meu corpo e as dores foram tomando conta de mim... Num momento de lucidez, não hesitei um segundo em pedir a epidural, que me foi aplicada com sucesso e à primeira aos 4 dedos de dilatação. Continuei a sentir as contracções, mas com menos dor e durante menos tempo.

Pensava eu que estava tudo bem encaminhado quando me vejo subitamente rodeada de enfermeiras, cada uma com um ar mais preocupado que a outra, às voltas com o CTG e a tentar colocar o cinto de forma a captar o coração do João... que não se estava a ouvir... quando finalmente conseguiram notei que as caras de preocupação se mantiveram e uma delas foi a correr chamar a minha médica... Eu bem perguntava o que se estava a passar... mas não me diziam nada... A médica veio logo e pediu que me algaliassem e pusessem imediatamente a oxigénio... pediu também que parassem com a oxitocina. O João estava em sofrimento e a receber pouco oxigénio. Durante alguns instantes percebi que ponderavam a hipótese de me fazerem cesariana ou então aguardar mais um pouco, uma vez que o ritmo do coraçãozinho do meu bebé tinha normalizado entretanto. A opção foi aguardar, sempre debaixo de um controlo rigoroso por parte das enfermeiras.

Como imaginam estava desesperada... preocupada e o papá sem saber de nada porque eu não tinha o telemóvel comigo...

Passei o resto do tempo atenta ao coração do João... era a única coisa que me importava ouvir naquele momento... a angústia apoderava-se de mim a cada contracção porque deixava de o ouvir ou então ouvia-o como se estivesse muito longe, dentro de um poço fundo... mas depois voltava ao normal.

A partir daqui a situação foi evoluindo sem mais percalços até que comecei a sentir as "dores de parto", sentia uma vontade de fazer cocó muito dolorosa... uma enfermeira fez-me o toque e... dilatação completa, o João queria nascer! Mandou-me começar a fazer força a cada contração e chamou a outra médica que estava de serviço para me avaliar. Aqui começou a pior parte... que me levou ao descontrolo e ao desespero total. A dita médica fez-me o toque e disse: "Ela que espere mais 40 minutos e pare de fazer força porque vamos agora fazer uma cesariana. Ela que aguente que ainda está muito atrasado." Ora... eu sei que a médica é ela, mas a minha intuição e a cara da enfermeira fez-me ter a certeza de que o João não queria esperar tanto e que ia ser um risco contrariar o que o meu corpo me dizia a cada contracção... para fazer força... Tinha a certeza que o facto de contrariar o meu corpo estava a fazer sofrer o nosso filhote... Confesso que ignorei a médica e continuei a fazer força moderadamente... claro que estava mais que preocupada e revoltada, principalmente por saber que a minha ginecologista não sabia o que se estava a passar.

Quando finalmente acabaram a tal cesariana, a mesma médica foi observar-me e voltou a dizer que o João estava muito subido e que estava tudo muito atrasado. Passei-me e comecei a gritar... de revolta e de dores também... Tive vontade de a esganar! Poucos minutos depois veio a minha médica e, após fazer-me o toque, mandou que me levassem IMEDIATAMENTE para a sala de expulsão porque o João estava a nascer! Enquanto me levavam ela pediu-me o número do George e ligou-lhe a dizer: "Venha já para cima, ou já vem tarde!"

Eu só fazia era chorar... e comecei a perder o controlo sobre a respiração... hiperventilei e nada nem ninguém me estava a conseguir acalmar... Quando o papá do João chegou fiquei ainda mais emocionada... mas sabia que ele me ia tranquilizar... juntamente com a minha médica, que foi incansável! Consegui finalmente trazer a mim o fôlego necessário para o João poder nascer... E assim foi... 4 ou 5 puxadelas e uma ajuda de uma enfermeira a carregar na barriga e o João veio ao mundo... o período expulsivo demorou apenas 8 minutos! A médica pô-lo em cima de mim e tudo parou naquele momento só nosso... Não chorou, soltou apenas um gemido e foi-me retirado para ser visto pela pediatra... Eu só perguntava se ele estava bem ao que me iam respondendo que sim... com o papá sempre muito atento. Chorámos os dois, agora de felicidade! Uma felicidade que ambos desconhecíamos e que não sabíamos ser possível de sentir...

E assim nasceu o João: às 39 semanas e um dia de gestação, de parto eutócico com epidural, às 17h55, do dia 15 de Abril de 2008, com 3,150 kg e 48 cm, com um APGAR de 5 ao 1º minuto, de 8 ao 5º minuto. O trabalho de parto teve a duração de 7 horas que culminaram com o momento mais intenso e feliz da minha vida.
...
Nota: Os pontos! Esqueci-me da episiotomia. A médica teve que me fazer um pequeno corte que me deu direito a apenas 3 pontos! Já ouvi falar em trinta e tal, portanto, acho que até tive sorte! Três míseros pontinhos que me dificultaram a vida (e muito) e me doeram como tudo até ontem... quando mos tiraram. Hoje ainda tenho algumas dores, mas já me consigo sentar.

Nota 2: A maternidade das Caldas permite a presença dos papás (ou outro acompanhante) ao longo de todo o trabalho de parto... quando há condições para tal. Estão preparados para ter cinco mamãs em quartos individuais... Ora, com 17 partos foi impossível permitir a presença de papás porque havia muitas mamãs no corredor, sem privacidade... Assim, não entrou nenhum papá na ala da dilatação, só podiam assistir ao período expulsivo.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Em casa!

(a foto que estava em falta!)

Pois é! Já estamos em casa. Não me vou alongar muito nas palavras porque ainda não me consigo sentar... só vou tirar os pontos no Domingo e depois virei cá contar-vos tudo! Já estou a escrever o looooongo post sobre o parto que demorou umas módicas 7 horas (nada mau)!

Estamos muito felizes e o João tem sido um anjinho... Come (leitinho das maminhas da mamã) e dorme muito! É lindo... e estou completamente babada e apaixonada por ele e por toda esta mágica sensação de ser mãe...

Um grande beijinho a todas e obrigada, do fundo do coração, por todas as vossas palavras de carinho!