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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A (des)ordem natural das coisas

Estava tudo tranquilo. Dia 25 ou 26 tive uma pequena perda de sangue - coisa normal porque faltavam, supostamente, 1 ou 2 dias para me vir o período. Nos dias seguintes seguiram-se as moínhas na barriga, os intestinos às voltas, a tensão mamária - os meus sintomas habituais de TPM. Mas os dias foram passando. E nada. Nem vestígios. Desvalorizei. Mesmo a tomar a pílula, quando estou sobre stress - e, por um motivo em particular, o último mês e meio foi um quase pesadelo -, não tenho ciclos certinhos. No mês passado tinham sido 5 dias de espera angustiante até o dito cujo dar um ar da sua graça. Este mês foi ao quarto dia que decidi fazer um teste daqueles - dia 2/12. E não esperava ver as duas risquinhas, só e apenas uma. Fiz o que tinha a fazer e saí da wc para ir à cozinha fazer não sei o quê que demorou 3 ou 4 minutos. E depois voltei e os meus olhos bateram nas duas linhas. Cor-de-rosa. Duas linhas. Desabei. O que devia ter sido um motivo de alegria, para mim, naquele momento, foi um desespero. Chorei, chorei muito - e foi assim que o George me encontrou, a chorar desalmadamente e a balbuciar os maiores disparates que possam imaginar. Não estava preparada - e ainda não estou. Não estava planeada nenhuma gravidez para já - falávamos nisso de vez em quando, mas para daqui a um ano ou dois. Porque estou cansada, esgotada mesmo. Física e emocionalmente. Porque ter dois filhos quase de empreitada e ter passado pelo(s) maior(es) medo(s) da minha vida das duas vezes em que a Rita esteve internada deram cabo da minha resistência - achava eu. Não me sentia - e não me sinto - preparada para ser mãe outra vez. E, ainda hoje, não consigo acreditar. Já revi todos os dias do ciclo, um a um, a tentar perceber o que aconteceu. E dói-me. Dói-me não conseguir sentir uma alegria genuína por mais esta bênção. Acho que ainda não me "caiu a ficha". Onde devia ver alegria, só encontro percalços e problemas. Felizmente, o George ultrapassou o factor surpresa rapidamente. Está feliz. Está toda a gente feliz. Menos eu. Eu nem sei bem o que estou. Ainda ontem à tarde descompensei, porque não sou de ferro, não sou perfeita. A única coisa que me ocorria era "eu não vou ser capaz, eu não posso e não quero ter outro filho agora". E depois soube de uma mãe que perdeu a sua bebé, o seu coração, a sua vida. E senti-me uma perfeita idiota. Como é que eu posso não celebrar esta vida? E sim, podia dar a notícia de forma cor-de-rosa, mas este é também o meu diário. Espero que um dia este filho não sinta que não foi desejado, apenas não foi planeado - como o pai passa vida a repetir-me. Só isso. Porque acredito piamente que tudo se vai compôr dentro de mim, basta dar tempo ao tempo.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Porque eu também sou gente

A minha pessoa, apesar de ser muito zen, é imensamente controladora.

Gosto de planear, prever, antecipar e não gosto nada, nadinha mesmo, quando os planos - ou a falta deles - me saem furados. Gosto da sensação de pseudo-segurança que nos dão as pseudo-certezas.

Mas, ultimamente, mais parece que tenho andado numa montanha russa - e não, não gosto de montanhas russas. E sinto-me a perder o controlo sobre a minha própria vida e sobre as minhas vontades e objectivos. E não gosto disso. Não sei lidar bem com estas tempestades que não consegui antever.

E, agora, estou a entrar na fase do balanço - do exame de consciência, como dizia a minha querida (bis)avó Rita -, do tentar perceber o porquê das coisas. Porque não acredito em acasos e sei que tenho alguma coisa importante a retirar destas vivências pessoais que me têm destabilizado.

A ver vamos o que se seguirá.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Hoje

Esta manhã lembrei-me de uma receita de bombons de avelã que vi numa revista da bimby do ano passado e decidi experimentar. Não são difíceis de fazer e ficam divinais! Muito bons, mesmo! E ficam com um aspecto fantástico. Tive a ajuda do João para lamber o copo e a espátula e todos quiseram fazer o controlo de qualidade. Não queiram saber a mega birra que a Rita fez, com direito a rios de lágrimas, porque não lhe queríamos dar chocolate. Lá a deixei lamber um bocadinho do meu dedo para a rapariga acalmar :)
As excelências hoje decidiram boicotar a sesta e estiveram 2 horas no quarto na maior das festas. Escusado será dizer que são 19h40 e já estão os dois na cama - depois de uma hora seguidinha de birras a duplicar. Dizia-me o João que a mana hoje também não fechou os olhos para dormir. Em quem se terá ela inspirado?

Do ranho

A Rita tem andado ranhosa. Cheira-me que este outono/inverno vai ser assim semana sim, semana não. Ela já está tão habituada ao soro e ao aspirador nasal que até põe o nariz a jeito para fazermos o que tem que ser feito. Sem choros e sem dramas. E quando vê papel higiénico ou algum guardanapo tira um bocadinho e assoa o nariz sozinha. Só à máquina dos vapores é que ela não acha grande piada e temos que ficar - eu e o João enquanto o pai segura o tubinho - a cantar-lhe para a distrair.

Amarela

Foi a bolinha que o João teve ontem no quadro do comportamento na escolinha. Foi a primeira... Diz que se portou bem nas "tografias", mas que na hora da sesta não quis fechar os olhos e meteu os pés em cima da mesa. Espero que não seja um prenúnico para o fim de semana.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O primeiro...











... desenho " a sério" que o João fez em casa já voou e aterrou em Berlim. Fez três desenhos de extraterrestres especialmente para oferecer ao tio Rui no aniversário :) A figura que parece uma galinha/pássaro é o João, o do meio é o extraterrestre e o da direita é a Rita. Original, no mínimo :)

Hoje

Hoje é dia de fotografias no jardim de infância do João.

Tendo em conta o dia de ontem, em que nos ia levando à loucura tamanha foi a birra e o mau feitio, espero que hoje esteja mais bem dispostinho...