Não nos podemos queixar. O Pedro tem sido um bebé muito calmo, dorminhoco e comilão. Apesar de termos tido duas ou três noite mais difíceis - dar de mamar de 2 em 2 horas é obra -, esta noite já fez um intervalo de 4h - que me soube pela vida e deu para carregar (ligeiramente) as baterias.
O mais complicado foi mesmo a Rita e o João terem ficado doentes nesta altura. Se não era o Pedro a chamar pelas mamas, era um deles a gemer, ou a chorar, ou com ranho, ou com tosse, ou a querer água, ou a ter que tomar os medicamentos, ou, ou, ou... Mesmo assim acho que, entre mim e o papá, conseguimos gerir bem as tarefas e o cansaço acumulado. Se bem que o G. lida muito melhor com a falta de sono do que eu...
Tirando as poucas horas que dormimos, não noto grandes alterações às nossas rotinas - pelo menos para já. Foi muito mais difícil quando nasceu o João e, aí sim, era tudo novo e parecíamos uns "patós"... Quando nasceu a Rita o desafio foi lidar com os muitos ciúmes e com a agressividade do João em relação a nós. Com a chegada do terceiro filho não notámos grandes diferenças; a Rita adora o Pedro e quer ver tudo e participar nas tarefas todas; o João, salvo raríssimas excepções, limita-se a viver como se o irmão não existisse - e ainda ontem perguntou ao G. quando é que o Pedro se vai embora - ou a gritar-lhe para se calar quando ele começa a chorar - mas também já o apanhámos a cantar-lhe músicas de embalar para o acalmar; é mesmo assim o João... vai de um extremo ao outro.
Parece-me é que nós, como pais, estamos, de filho para filho, a saber desfrutar e aproveitar mais esta fase tão doce de bebé, de mimo e de colo, de total dependência de nós para tudo. Sem tantas dúvidas, sem tantos medos...
Bolo de canela
Há 6 anos


