quarta-feira, 12 de junho de 2013

2 semanas de Pedro

Não nos podemos queixar. O Pedro tem sido um bebé muito calmo, dorminhoco e comilão. Apesar de termos tido duas ou três noite mais difíceis - dar de mamar de 2 em 2 horas é obra -, esta noite já fez um intervalo de 4h - que me soube pela vida e deu para carregar (ligeiramente) as baterias.

O mais complicado foi mesmo a Rita e o João terem ficado doentes nesta altura. Se não era o Pedro a chamar pelas mamas, era um deles a gemer, ou a chorar, ou com ranho, ou com tosse, ou a querer água, ou a ter que tomar os medicamentos, ou, ou, ou... Mesmo assim acho que, entre mim e o papá, conseguimos gerir bem as tarefas e o cansaço acumulado. Se bem que o G. lida muito melhor com a falta de sono do que eu...

Tirando as poucas horas que dormimos, não noto grandes alterações às nossas rotinas - pelo menos para já. Foi muito mais difícil quando nasceu o João e, aí sim, era tudo novo e parecíamos uns "patós"... Quando nasceu a Rita o desafio foi lidar com os muitos ciúmes e com a agressividade do João em relação a nós. Com a chegada do terceiro filho não notámos grandes diferenças; a Rita adora o Pedro e quer ver tudo e participar nas tarefas todas; o João, salvo raríssimas excepções, limita-se a viver como se o irmão não existisse - e ainda ontem perguntou ao G. quando é que o Pedro se vai embora - ou a gritar-lhe para se calar quando ele começa a chorar - mas também já o apanhámos a cantar-lhe músicas de embalar para o acalmar; é mesmo assim o João... vai de um extremo ao outro.

Parece-me é que nós, como pais, estamos, de filho para filho, a saber desfrutar e aproveitar mais esta fase tão doce de bebé, de mimo e de colo, de total dependência de nós para tudo. Sem tantas dúvidas, sem tantos medos...

segunda-feira, 10 de junho de 2013

...

A Rita piorou, tivemos uma noite para esquecer e esta manhã tinha a garganta cheia de pus. Veio cá a tia para a ver e confirmou o que já suspeitavamos: amigdalite. Já começou o antibiótico...

O João parece melhor e desde manhã que não tem febre. Por via das dúvidas, amanhã fica em casa.

domingo, 9 de junho de 2013

Dose dupla...

Tenho a Rita com febre desde sexta à noite. E o João desde hoje. Ela não tem mais sintomas, ele queixa-se com dores de cabeça.

Tendo em conta que a minha sogra está internada desde terça-feira - foi operada de urgência à vesícula - e não tenho onde os deixar para não estarem em contacto com o Pedro, resta-me esperar que o bicho não lhe chegue a ele também...

Xô bichos ruins... :(

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Fraldas reutilizáveis

Assim que caiu o cordão do Pedro que começou a usar as fraldas reutilizáveis, que foram dos irmãos, em exclusivo. Sem sombra de dúvida, um dos melhores investimentos que fizemos...!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Ora, aí vamos nós...

O G. acabou de encontrar o João deitado na alcofa do Pedro... com a chucha - do Pedro - na boca.

Ele ralhou. Eu escangalhei-me a rir - antes isso que chorar.

Uma semana de Pedro

Para não me esquecer:

- Segunda-feira foi dia de ir fazer o teste do pézinho; entrou e saiu a dormir, só choramingou com a picada;
- Ontem caiu o umbigo;
- Depois de duas noites muito complicadas na maternidade por não saber mamar nem conseguir pegar na mama, agora já o faz que nem um profissional; estamos só com a maminha e tem corrido bem; por norma despeja as duas mamocas - mais um latagão!
- A subida do leite foi violenta, mas a adaptação foi rápida; os caroços já desapareceram e as únicas mazelas que ainda persistem são os mamilos doridos e feridos...
- Tem os horários trocados: dorme muito durante o dia e guarda o chinfrim para a noite; ontem fui tentando mantê-lo acordado uns bocados durante o dia e esta noite foi a melhor até agora; espero que seja para continuar;
- No geral é um bebé muito calmo e doce.
...
 O papá e eu andamos embevecidos cá por casa... é tão bom poder desfrutar de tudo isto outra vez... com mais calma, sem tantas dúvidas...

O João tem tido fases... nuns momentos é só mimos ao irmão, canta-lhe para o acalmar quando ele chora, quer dar-lhe colo... noutros não quer saber dele para nada, diz que não tem graça nenhuma porque não fala, não anda e nem sequer tem dentes. Tem andado mais desafiador e birrento, mas nada que não se contorne.

A Rita anda nas sete quintas, apesar de ainda não ter percebido bem que o Pedro também é "o mano". Quer andar sempre de volta dele, gosta de o ver tomar banho, vestir, mudar a fralda, mamar, etc.. e também lhe canta quando ele chora.

Eu estou a ter com a Rita a sensação que tive com o João quando ela nasceu... de um dia para o outro ganhei consciência do quanto ela está crescida e tão menina! Tudo nela parece enorme...!

domingo, 2 de junho de 2013

O dia "P"

Chegámos à maternidade às 9h30, depois de termos deixado o João e a Rita com a avó paterna e de lhes termos dito ao que íamos. Depois da triagem, esperámos. E esperámos. E esperámos. Ao que nos iam dizendo, as médicas tinham sido chamadas para reuniões - porque não havia casos urgentes à espera. Penso que tenha sido por causa do encerramento da maternidade de Torres Vedras, que aconteceu na sexta-feira, e que levou à transferência desse serviço para o CHON. Às 13h lá fui chamada e internada. Por volta das 13h30 já estava em modo "indução". Tudo com muita calma, eu cheia de fome e com o sentido de humor nos píncaros. Às 15h a minha médica rebentou-me a bolsa - saiu tão pouco líquido... - e passado um bocado as contrações começaram a apertar. Aos 4 dedos clamei, alto e bom som, pela santa epidural que, mais uma vez, ficou "mal" dada. Sentia dores do lado esquerdo, embora pouco intensas, e fiquei com a perna direita completamente adormecida.

As horas iam passando e, observação atrás de observação, começaram a estranhar o facto do Pedro estar muito subido, mesmo tendo o colo apagado e a dilatação toda feita. Perguntaram-me se conseguia urinar e eu respondia que sim - croma da bola, lá fazer, fazia, mas era poucochinho.

Como a coisa não se desenrolava nem por nada fui algaliada porque, das duas uma, se fosse a bexiga que estivesse a impedir a passagem do Pedro, assim ficávamos a saber; e, caso não fosse esse o motivo, já ficava preparada para cesariana. Acho que não estou a exagerar se disser que em 2 ou 3 minutos o saco encheu-se de "ouro amarelo" e disse eu ao George: "engraçado, parece que estou a senti-lo a descer", para logo a seguir começar a sentir vontade de fazer força. Disse ao George que era surreal, mas que tinha a certeza que o Pedro estava à porta de saída, mas de saída mesmo! Chamámos o enfermeiro e meu dito meu feito; acho que o rapaz até voou para ir chamar a minha médica. Daí até à sala de partos foi um tirinho e, após duas puxadelas, só vislumbro o Pedro a sair disparado e a minha médica a levar um banho de líquido; e ouvi... ouvi o meu menino a chorar em plenos pulmões.

Meteram-no logo em cima de mim e chorei como se fosse a primeira vez - acho que são sempre primeiras vezes quando se fala em parir um filho... Só levei dois pontos porque rasguei um niquinho de nada e ficou feito. Às 20h52m do dia 29 de Maio de 2013 nasceu o nosso Pedro, com 2,995 kg e um APGAR 9.